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Tecnologia do Blogger.

Efêmero Refugio

O Inferno de Alice 

Escrito por Karla Cristine e Vitória Rodrigues
Untitled | via Tumblr
Alice estava entediada. Talvez essa nem fosse a palavra que melhor descrevesse seu estado. Chateada. Mal-humorada. Tinha certeza que seus pais iriam lhe dar uma bronca por estragar o espírito natalino, mas agora ela não precisava se preocupar, já que não estavam presentes. Ela sabia que não era culpa deles. Compraram o pacote da viagem a um preço muito baixo e só havia vagas nessa época do ano. Acharam que voltariam a tempo, mas os aviões muito prestativos quiseram provar que estavam errados. E ali estava ela, presa com a irmã, no Natal, sem um pingo sequer de espírito natalino.  
Por isso, largar seu livro e o calor acolhedor de sua cama para sair com a irmãzinha mais nova e aproveitar daquele dia natalino no qual passaria sem seus pais era só um talvez que passeava distante na mente de Alice. E esse talvez continuaria muito distante se a pequena Maria, ou Maria-capetão como era mais conhecida pelos colegas do jardim de infância, não interrompesse pelo quarto da irmã mais velha numa carinha cheia de animação e euforia.  
— Vamos pra praça! — gritou.  
Alice só suspirou e revirou os olhos castanhos-esverdeados mantendo-os presos no livro à frente. Estava numa parte importantíssima da leitura que fazia. Finalmente a personagem principal faria alguma coisa e seria útil naquela história. Finalmente a personagem principal pararia de ser insuportável e tiraria “améns” de puro êxtase das línguas dos leitores que acompanhavam aquela série há tempos. No entanto, sua irmãzinha de cinco anos estava é se lixando para esse momento divino que Alice tinha ao ler seu livro. Mariazinha queria mesmo era ir à praça e ver a chegada do Papai Noel e conseguir capturar alguns dos doces que ele jogaria no alto para as crianças. Então insistiu mais uma vez gritando a mesma coisa.  
— Não vamos sair, Maria. A mãe e o pai falou que devemos tomar cuidado hoje porque estamos sozinhas e é perigoso.  
— Alice! — berrou. 
— Acho bom parar de gritar e tirar da cabeça essa ideia. Não vamos.  
— Alice! 
— Vá brincar na sala.  
— Sua chata! — Maria continuou berrando.  
Estressada pelos gritos da irmã mais nova e nervosa por não conseguir manter sua atenção no livro, Alice mandou Mariazinha ir pastar. E que fizesse isso bem longe. Que sumisse também. Ô menina desgracenta essa Maria. Só servia para encher o saco dos outros.  
Além do mais, o que ela tinha na cabeça? Sair para passear numa noite fria daquelas? Certo que não nevava, mas fazia frio, muito frio. Sua cidade tinha desse tempo. E mais, nem que lhe pagassem Alice sairia de casa naquela noite para ir ver um homem gordo e hipertenso jogando doces para um bando de crianças sanguinárias à espera dos diabetes em embrulhos laminados.  
Quando viu Mariazinha sair do quarto bufado e batendo os pés, Alice se ajeitou na cama e mergulhou na leitura de vez. Nada mais naquela noite lhe atrapalharia.    
~~ Leia mais continua daqui ~~~
Ou pelo menos era isso que pensava, até ouvir seu celular tocando da cômoda. Pegou-o e, ao ver que era seu pai, suspirou, sabendo que dessa não escaparia, a não ser que quisesse receber bronca por uma semana. Atendeu o telefone, tentando usar seu tom mais agradável. 
— Olá pessoa que eu mais amo no mundo. Está tudo bem aqui. Amo você. Tch... — No entanto, não foi rápida o suficiente para desligar e conseguia perceber a insatisfação de seu pai. 
— Alice, não aja como uma criança. Queríamos desejar um feliz natal para você e sua irmã. Amanhã talvez consigamos entrar em contato com a agência de viagens para arrumar um avião de volta. Enquanto isso, vocês sabem que, qualquer coisa, é só falar com Cida que ela irá lhes ajudar. 
— Não foi o discurso que me fizeram ouvir durante, deixe-me ver, uma hora? Pode ficar tranquilo. Consegui cuidar de nós duas por uma semana. Mais um dia ou dois não vai ser problema.  
— Está certo. Sabe que toda preocupação é só porque eu e sua mãe amamos vocês, certo? — Fez um som de concordância, mesmo que não tivesse muita certeza disso. — Posso falar com Maria? Estou com saudade do meu bebê.  
— Ok. — Abaixou o telefone, colocando-o no colo. — Maria, vem cá agora! O pai quer falar com você e falou que se você não vier, não vai receber presente!  
A menina não teve sinal da irmã, que, a esse ponto, teria vindo correndo a simples menção de presentes. Isso era preocupante. Não que ela pudesse deixar transparecer algo para os pais. Procuraria a garotinha logo depois, para que pudesse ler tranquilamente.  
— Maria está brincando e não quer vir aqui agora. Conhece sua filha melhor que eu. Sabe como ela é — Uma peste. — Extremamente teimosa.  
— Entendo. Diga que mandamos um abraço bem forte. E Alice, mesmo que não estejamos aí, não deixe de aproveitar, ok? Feliz Natal! 
— Até, pai — disse e desligou o telefone.  
Olhou para o livro ao seu lado na cama que parecia a estar convidando para ficar. Estava quase terminando. Só mais algumas páginas e chegaria ao tão esperado final. No entanto, agora tinha que achar Maria. Levantou-se da cama, esticando-se preguiçosamente. Seu corpo reclamou pelas horas paradas, mas sabia que assim que achasse a irmã, voltaria para lá. Tinha que aproveitar qualquer descanso, antes que não houvesse nenhum. 
O que Alice não esperava era que o universo conspirasse contra si naquela noite. Tudo está indo por descarga a baixo. Não, melhor, está indo pra fossa, a garota constatou. Porque, assim que saiu à procura de Mariazinha, deparou-se com um apartamento vazio e sem sinal da pirralha de marias-chiquinhas tortas e com a boca avermelhada recém-banguela.  
Procurou por cada cômodo, por cada lugarzinho que pudesse se lembrar ou que coubesse uma guriazinha gorducha como a Maria-capetão. Olho debaixo das camas, nos guarda-roupas, debaixo das mesas, em tudo! Nada da sua irmã mais nova. Então começou a gritar por Maria. Gritou até ficar rouca. Gritou que ela ficaria sem presentes caso não aparecesse logo. Gritou que ela não comeria doces. Gritou até que iria levá-la à praça para ver o Papai Noel hipertenso. E nada de Mariazinha. Nesse meio tempo de busca, Alice já estava desesperada pensando no pior. Sua mente fértil armava milhões de possibilidades para aquilo.  
Devido a esse desespero tremendo e assustador, a garota chegou a pensar em ligar à polícia. Desistiu quando percebeu que isso faria ter de entrar em contato com os pais. E o que seus pais diriam? Irresponsabilidade da parte de Alice, é claro. Afinal, ela estava com recentes 18 anos e deveria tomar conta da irmã menor. Nessa linha de pensamento, a única coisa que veio em mente, melhor, o único nome que veio em mente foi o de dona Cida. Mariazinha costumava ir muito ao apartamento da vizinha. Talvez ela estivesse ido para lá. Isso, talvez tivesse ido lá mesmo. E se não estivesse lá, com toda a certeza, a senhorinha iria ajudá-la a encontrar sua irmã. 
Alice, agasalhando-se rapidamente, saiu do apartamento e seguiu em direção à porta ao lado. Tocou a campainha com os dedos trêmulos e quando a porta fora aberta, nem esperou para certificar-se de que era a dona Cida ali. Começou a falar sem pausa, numa velocidade que só, exibindo todo o seu medo.  
— AmarizinhasumiueeuprocureiporelaportodoocantodacasaenãocheieagoranãoseioquefazerdaívimsaberseelaestáaquieporfavordonaCidadigaquesim! 
— Hã, oi?  
Ao ouvir a voz grossa e confusa de alguém que não era dona Cida, Alice se dera conta de que a pessoa à sua frente era um garoto. Garoto? Não. Um deus grego, isso sim. Alto, de pele clara, olhos cor de mel, cabelos escuros como a noite bem bagunçados e totalmente descalço. Parecia um personagem saído dos livros.  
— Você não é a dona Cida — Alice falou.  
— É óbvio que não sou.  
— Então, quem é você? E cadê a Dona Cida? É uma emergência e, pelo amor de Deus, diz que você viu uma garotinha mais ou menos desse tamanho — mostrou a altura que achava que a irmã tinha —, parecida comigo, por aqui. Diz que sim, diz que sim. — A última parte era para ser somente em pensamento, mas ela não estava exatamente no controle da situação. 
— Respire. — Ele estava se divertindo com o desespero dela. Quando seus pais lhe falaram para passar o Natal ali, achou que tudo fosse ser bem tranquilo. Não que estivesse reclamando. Diversão sempre é bem-vinda. 
— Então, você viu ou não? — Os olhos dela brilhavam em expectativa. Talvez não só isso, mas a ideia de que a irmã poderia ter simplesmente ido brincar com a velha vizinha era tão apaziguadora quanto ver um garoto bonito como aquele.  
— Acho que talvez. — Ele se aproximou, fazendo que fosse possível que Alice sentisse seu cheiro de banho recém-tomado. Ela balançou a cabeça, olhando-o, esperando terminar sua fala. — Olhos verdes e cabelos prestos? Extremamente inquieta? 
— Então você a viu? Oh, Deus, obrigada Senhor, juro que... 
— Não a vi. — Tinha voltado para sua posição anterior, sem nunca tirar o sorriso do rosto. 
— Como a descreveu tão bem? E não venha me dizer que é um stalker meu e persegue minha família para usá-la como chantagem para me abusar, porque juro que você vai se arrepender. Te farei sofrer — 
— Você disse que eram parecidas. — Deu de ombros, como se isso explicasse tudo (e explicava, mas Alice nunca admitiria isso para si mesma). — Queria ver qual seria sua reação. Talvez oferecesse para tomarmos um café se achasse que a encontrei ou algo assim.  
— Você. — Ela teria batido nele, se uma pergunta bem óbvia, e ainda não respondida, não tivesse brotado em sua mente — Quem é você? E cadê a Dona Cida? 
 — Sou seu neto e estou aqui para cuidar dela. Ela está cochilando no momento, então, sinto muito, mas ela está indisponível. 
— Como posso garantir que você não é um assassino de senhoras que moram sozinhas e está tentando disfarçar?  
— Recolha as garras, gata, ou não vou te ajudar. — Enquanto disse isso, abriu espaço para ela passasse pela entrada, o que fez sem hesitar, ouvindo a porta ser fechada atrás dela.  
— Quem disse que eu preciso de ajuda? — Viu Dona Cida deitada na poltrona, com os olhos fechados, como sempre encontrava a mulher, quando ia buscar Maria ali. A mulher parecia capaz de dormir em qualquer lugar, em qualquer situação. 
— Você parecia bem desesperada alguns minutos atrás. E meu instinto heroico não consegue ficar longe de ajudar belas senhoritas. Por mais loucas que elas possam parecer. 
— Não está insinuando que eu sou — quando ela elevou o volume, ele apontou para a avó, pedindo para que fizesse silêncio e ela o diminuiu instantemente — louca, não é?  
— Talvez louca por mim? — Piscou para ela, que pegou uma almofada no sofá mais próximo e lhe tacou, errando por pouco e quase acertando a televisão. Ele olhou para a almofada, agora inofensiva no chão e parecia prestes a ter uma crise de riso. — Vejo que seu talento em atacar alguém é algo exclusivo com as palavras, hein? 
— Quer mesmo testar?  
Alice se aproximou, pronta para um próximo ataque e dessa vez teria certeza de acertá-lo bem na cara. O olhar no rosto dele mudou para malicioso quando ela estava a poucos passos, o que fez com que permanecesse no mesmo lugar. 
— Se quiser se aproximar, gata, é só vir. Não precisa usar pretextos. 
Dando um passo para perto, o rapaz diminuiu ainda mais a distância entre dois. Ela queria não achá-lo tão bonito e não se sentir atraída, mas era impossível. Afastou-se e sentou no sofá, pretendendo se manter calma até que tivesse uma oportunidade de vingança. 
— Desistiu, não é? Então... Qual é seu nome, donzela em apuros?  
— Caso continue a me provocar, o único em apuros aqui será você. — O garoto sorriu, disposto a testá-la. — Chamo-me Alice. E qual o seu nome, senhor provocador?  
— Dante. Criativo, não acha? Sorte minha que o mundo não está cheio de apreciadores da leitura. — O rapaz foi até um dos cômodos do apartamento e voltou com uma jaqueta em mãos. — Pronta? Temos uma criança perdida para procurar. E dessa vez, sem o João e tudo mais.  
— Sabe que na história, Maria é bem mais útil que João, não é? — Ele bufou, abrindo a porta para ela, depois fechando-a atrás dos dois. 
— Vamos, Alice, e sem correr atrás de coelhos, tudo bem? — Ela sentiu que ele não deixaria de fazer piadinha com os nomes de contos de fadas enquanto estivessem juntos. Bom, Alice faria questão de retribuir o favor. 
— Certo.  
Respirando fundo, Alice estava tentando não entrar em pânico novamente. Por mais que não quisesse admitir, Dante havia a ajudado a distrair um pouco, fazendo com que passasse do estado de “desespero-total” para um de “preocupação-angustiante”, o qual era mais fácil de racionalizar. Pensou nos possíveis lugares onde a irmã poderia estar e logo lembrou do casal do primeiro andar, que tinha um filho da idade de Maria. Talvez ela tivesse ido lá, brincar. Talvez. Tudo era uma alternativa válida. 
— Vamos passar no primeiro andar, antes de ir procurá-la na rua. Ela pode estar lá, na casa dos Ramirez. 
Esperar o elevador e estar dentro dele, num cubículo quadrado e que parecia tão pequeno a cada segundo, com uma pessoa como Dante ao lado, era algo que Alice nunca esperava vivenciar, ou sequer chegou a imaginar, na sua vida. Por mais que estivesse na busca implacável por sua irmãzinha e com o desespero lhe corroendo a alma, a garota não podia negar que uns sentimentos estranhos borbulhavam também, junto ao desespero, ao ter Dante ali, todo altivo e emanando presença mais que pecaminosa. 
Bom, ela estava com recentes 18 anos, os hormônios tinham o direito da diversão um pouquinho. Além disso, quando é que foi a última vez que estivera junto de um garoto tão bonito quanto Dante, hein? Fazia tempo! Melhor, faziam-se anos. Alice estava mais preocupada com seus estudos e leituras que mal tinha vontade e disposição para sair por aí e vivenciar a realidade tal como é.  
— Tudo bem aí com você, Alice? — Dante perguntou. — Parece um pouco atordoada.  
— Estou legal — respondeu com uma voz miúda, delatando a mentira.  
Dante só se limitou a abrir um sorrisinho de canto e se aproximou mais da garota, fazendo esta prender a respiração e fechar os olhos para iniciar uma contagem regressiva para sua explosão. A tortura não durou muito; as portas do elevador se abriram deixando-os no primeiro andar.  
Alice seguiu até o apartamento dos Ramirez e tocou a campainha. Minutos depois, após ouvir um “Já vai!” muito alto, a porta fora aberta pela Sra. Ramirez, cuja aparência insinuava certas coisas. Os cabelos estavam enroladinhos, caindo em cachos perfeitos em seus ombros, resultado obtido por milhares de bobes amontoados na cabeça que chegavam a apertar até os neurônios; a pele do rosto delicadamente maquiada numa naturalidade bonita, sabendo que antes seu rosto todo estava tomado pelo branco do creme antirrugas. Para arrematar, a nada decente camisola vermelha que a mulher trajava. 
Não que a Sra. Ramirez recebesse todas as suas visitas desse modo, nunquinha, jamais. Ela era uma mulher recatada, de bom coração, mas que não negava ter certo fogo ao olhar pelo olho mágico de sua porta e avistar um jovenzinho chamado Dante, de 19 anos, que brilhava em toda a sua beleza. Afinal, já não via um corpinho talhado pelos deuses como o de Dante há anos. O marido tinha barriguinha de chope, estava mais caído do que se imaginava em sua idade e nunca que na vida teria o sorriso idêntico ao do garoto da porta.  
— Em que posso ajudar? — Sra. Ramirez perguntou num tom aveludado, direcionando os olhos a Dante e somente a ele.  
Alice ignorou toda essa cena da mulher mais velha e foi reta e direta. 
— Por um acaso a Maria, minha irmã, está aí, senhora Ramirez?  
Senhora Ramirez estava vidrada em Dante, por isso nem respondeu coisa alguma, apenas abriu mais a porta dando passagem para que entrassem. Alice trocou um rápido olhar para o garoto ao lado e ele só deu de ombros. Logo estavam sentados no sofá da sala dos Ramirez degustando de um chocolate quente, serventia e hospitalidade da anfitriã aos convidados. Ops, melhor, ao convidado Dante, a única pessoa que via em sua frente. Alice até tentou abordar a Sra. Ramirez perguntando de sua irmã, mas a mulher estava mais curiosa sobre Dante do que qualquer outra coisa.  
— O que você está fazendo? — Alice cochichou quando viu a mulher desaparecer para a cozinha. — Pensei que fosse me ajudar! 
— E não te estou te ajudando?  
— Oh, é claro que sim! Seduzindo uma mulher à beira da menopausa é de muita ajuda, seu libertino de uma figa.  
— Bom, pelo menos sabemos que aqui sua irmã não está.  
O que era verdade. Na conversa que Dante a Sra. Ramirez tratavam segundos atrás, ela deixara bem claro que estava sozinha em casa uma vez que o marido e o filho, apenas os dois, tinham saído para passear fazia um tempão, ir na tal praça ver o Papai Noel hipertenso, e que demorariam a chegar. Ela não os acompanhou por sentir uns mal-estares — que sumiram milagrosamente ao ver o santo Dante.  
— Vamos embora daqui. — Alice colocou sua xícara na mesinha ao lado e se levantou. — Anda, vamos antes que ela volte.  
— Que falta de educação, Alice! A mulher nos acolheu em seu lar de um modo tão caloroso e ainda concedeu chocolate quente e vamos sair de fininho como se fôssemos ladrões à meia-noite?  
Alice revirou os olhos.  
— Claro, claro! Tão acolhedor que só faltou esfregar as mamárias na sua cara — disse um tanto que irritada. — Se quer ficar aí e agradecer de modo tão caloroso o modo como ela nos acolheu, seu oferecido, que fique e faça proveito. Estou saindo em busca da minha irmã.  
— Não sei o porquê, mas eu senti um pouco de ciúmes contido nessa sua frase. Com medo de que eu caía nos braços da senhora Ramirez ao invés dos seus, minha donzela em apuros?  
— Dante, sabe o verbo danar? Então, faça bom proveito dele para si mesmo.  
Indo em direção à porta, parou um pouco e pensou. Por mais que não fosse com a cara da Sra. Ramirez atrevida, não podia negar que seu chocolate quente era bom. Aí estava o motivo de Mariazinha escapulir muitas vezes de casa para brincar com o Cleitinho, o chocolate quente que a mãe do garoto fazia tinha um sabor miraculoso. Desse modo, xingando a si mesmo mentalmente, respirou fundo e gritou um obrigada para a dona da casa saindo em seguida, bem rápido. Tinha educação acima de tudo. A anfitriã ainda conseguiu correr e segurar Dante pelo pulso, dizendo para que ficasse um pouco mais. Coisa que ele respondeu com: 
— Tenho que ir. Estou acompanhando minha garota aqui.  
Minha garota.  
— Por que não ficou lá com ela? Vocês dois pareciam se dar muito bem. Ela também parecia precisar de um herói com urgência, principalmente para salvá-la do fogo que lhe corrói a alma e as partes baixas — Alice falou assim que pararam à porta do elevador.  
— O que ela precisa é de um bombeiro mesmo — Dante respondeu sorrindo. — Além disso, estou ocupado com outra coisa, melhor, com uma certa garota. Daí terei que deixar a senhora Ramirez com seu fogo por um tempo.  
— Por favor, não quero atrapalhar sua noite! Posso procurar minha irmã sozinha e muito bem. Volte lá e divirta-se.  
As portas do elevador se abriram e Alice entrou nele impetuosamente. Estava indo à praça, o lugar que talvez sua irmã tivesse ido. Ela tinha que estar lá a qualquer custo. Procuraria com toda a sua alma. Acharia Mariazinha e quando encontrasse essa peste, oh, meu Deus! O lombo dessa guria arderia como o fogo do inferno em dias de calor.  
— Deixa disso, Alice. Já não te falei? — Dante entrou no elevador e se postou ao lado da garota.  
— Falou o quê?  
— Hoje à noite a única pessoa que terá um herói será você.  
Alice sentiu suas bochechas quentes como fogo pelo modo como Dante lhe disse aquilo. Ele fitou bem os olhos dela e ainda permitiu que um sorriso moldasse seus lábios exibindo a carreira branca e impecável de seus dentes.  
— Você não falou isso — ela murmurou.  
— Não? Então ouça bem. — Dante quebrou qualquer distância que havia entre os dois e fitou bem os olhos castanhos-esverdeados de Alice. Seus cabelos escuros estavam caídos pelos olhos, fazendo sua expressão se tornar mais séria e um tanto quanto sombria. — Hoje à noite, Alice, eu sou só seu herói.  
E ela soube naquele instante que Dante a levaria para o inferno, literalmente.  
— Herói a minha bunda — resmungou baixinho, escondendo seu rosto avermelhado do rapaz que sorria largo, deixando seus dedos roçarem aos dedos de Alice.  
As portas do elevador se fecharam.  
Alice tinha chegado à conclusão que aquele dia era para pagar todos os seus pecados e Dante parecia ser um complemento dessa punição. O elevador não era grande, mas havia espaço suficiente para que ele ficasse a uma boa distância dela. No entanto, ali estava ele, próximo o suficiente para que sentisse sua respiração quente. Seus braços roçando levemente. Com o sorriso, aquele bendito sorriso que nunca saía do rosto dele.   
Não admitiria em voz alta, mas ela estava gostando. Só não podia se distrair demais, nem ceder aos seus hormônios. Tinha mais com que o que se preocupar.  
Por isso foi um alivio quando as portas finalmente se abriram (descer um andar nunca demorou tanto, em sua opinião). Pelo menos na rua poderia manter uma distância segura entre os dois. 
Saíram do prédio e a brisa fresca lhes recebeu, fazendo com que Alice tremesse involuntariamente. Olhou para sua própria roupa: uma blusa fina de manga comprida. Não exatamente a definição de quente.  
São só cinco quarteirões, consigo lidar com isso, pensou, antes de sentir um calor envolvendo seus ombros. Virou-se para Dante, que havia sua tirado jaqueta e a colocado sobre Alice. 
— Minha donzela em apuros, lembra? — Ela murmurou um agradecimento, terminando de colocar a vestimenta e ele a encarou, indagador, como se esperasse algo. 
— O quê? Quer alguma coisa? 
— Talvez você queira se oferecer para me aquecer, como a jovem solidária que é? — Ela bufou, balançando a cabeça, enquanto começava a andar na direção da praça. — Nem pensar? Posso fazer você repensar isso mais tarde. 
— Continue sonhando com isso.  
Andaram em silêncio por alguns minutos, sempre conscientes da presença do outro ao lado, mesmo que nenhuma palavra fosse trocada. 
Alice parou subitamente, agachando-se e Dante, curioso, só conseguiu ver o que era quando se aproximou mais. Aos pés dela, estava um adorável beagle, que parecia extremamente confortável com a garota.  
— Quem é esse amigo? — Ele se agachou, estendendo a mão para acariciar o animal, que aceitou de bom grado. — Ou será que é fêmea? 
— Essa é a Dolly. — Um sorriso genuíno tomou conta dos lábios de Alice, sendo a primeira vez que Dante presenciava esse tipo de expressão nela. Era bonito. Faria questão de fazê-la sorrir mais vezes. — Você devia saber, já que tem uma afinidade com seres do sexo feminino, não é? 
— Não é como se escolhêssemos no que vamos ser bom. — Ele deu de ombros, sorrindo, gostando muito de ver aquele novo lado de Alice, que só havia se mostrado extremamente temperamental até o momento. — Como a conheceu? 
— Essa parceira aqui —  acariciou-a uma última vez, antes de levantar, ato seguido por Dante, enquanto a cadela permanecia sentada no chão, encarando-lhes —, me fez companhia em muitos momentos. Quando Maria nasceu principalmente. Um irmão mais novo muda tudo e Dolly teve que ouvir os desabafos enciumados e infantis de uma adolescente de 13 anos. Depois até trouxe minha irmã aqui e ficávamos brincando com ela. Pura ironia, não é?  
— Por que não a leva para casa? 
— Minha mãe é alérgica, mas tento trazer comida e essas coisas sempre que posso. — Olhou para Dolly, acenando e torcendo para que o animal permanecesse bem e saudável por um bom tempo, antes que continuasse o caminho pretendido.  
Andaram mais um pouco, um silêncio confortável entre os dois.  
— Se sua irmã não estiver na praça, sabe onde mais ela pode estar? — ele perguntou, o que a fez acelerar o passo. Por um instante, achou que ela fosse ignorá-lo, mas logo após ouvir a resposta, em uma voz que soava quase frágil, mudou de pensamento. 
— Não faço ideia. E acho que eu não saberia o que fazer sem ela. Diabos, se eu tivesse a trazido para cá, em primeiro lugar, nada disso estaria acontecendo e... — ela parou de falar, respirando fundo. A praça bem à frente, com uma sentença pronta, e não queria perder a esperança. 
Virou-se para Dante, que estava quieto demais, o que era totalmente incomum para o rapaz. Então, inesperadamente, ele a abraçou. E não havia nenhuma malícia, desejo ou sentimento contido naquele abraço, além da simpatia, compreensão e apoio. Alice adorou aquela sensação. Em um instante, sua cabeça estava cheia de preocupações e, depois, não.  
— Sabe, nos contos de fada sempre há um final feliz. Então não se preocupe, Alice — murmurou em seu ouvido. Parecendo não querer manter a doçura do momento, continuou: — Seu príncipe encantado está aqui. Talvez se me der um beijo, sua irmã apareça bem na nossa frente e tudo estará resolvido. 
— Imbecil. — Empurrou-o, revirando os olhos e voltando seu foco para a praça. 
A praça era um lugar grande, com árvores para todos os lados, o chão tomado por paralelepípedos branco e preto, com direito a uma fonte de anjinhos fazendo xixi em seu centro. Havia também coretos espalhados pelo local, lugares propícios para os namoradinhos dar uns pegas no fim da noite, assim como bancos de cimento ou de madeira em cada canto da praça. Em épocas de festividades, devido ao grande número de turistas que passavam pela cidadezinha, a praça passava por reformas. No Natal, por exemplo, ela estava toda enfeitada de luzinhas pisca-pisca, anjinhos e tudo aquilo que remetesse o tempo natalino.  
Alice, quando menor, gostava de ir ali no Natal. Passeava pelo lugar com seu pai admirando cada enfeite e se divertindo com as apresentações que faziam para as crianças. Mariazinha também.  
Maria, cadê você?  
Alice e Dante se dividiram à procura da garotinha. Enquanto ele interrogava um guarda perguntando se havia visto Mariazinha, Alice estava perguntando a todas as pessoas que conhecia se por um acaso não avistaram sua irmãzinha por ali. A busca pela praça fora infrutífera. Olharam cada rostinho de criança, foram a cada canto do lugar e perguntaram para quem pudesse ajudá-los. Chegaram a perguntar ao Papai Noel hipertenso! No fim, os dois não tinham mais o que fazer.  
Dante puxou Alice para descansar num banco.  
— Nada de Mariazinha por aqui — murmurou a ela.  
— É...  
— Tem em mente algum outro lugar?  
Alice pensou. Pensou. Pensou bastante.  
— Já fomos em todos os lugares que ela iria — respondeu derrotada. 
— E agora? — perguntou baixinho a ela.  
— Pois é, Dante, e agora, o que eu faço? — saiu num tom choroso.  
Dante olhou para a garota ao lado, toda encolhida, com os olhos lacrimosos, as mãos tremendo, os pés balançando num sinal de desespero e inquietude. Alice parecia tão frágil... Assim como beijável. Os lábios vermelhos sendo castigados pelos dentes pedindo por uma atenção. Por isso Dante, num ato impensável, estendeu seus dedos e tocou a bochecha dela. Acabou empurrando a mecha de cabelo insistente frente aos olhos para trás da orelha. Aproximou-se mais. Pôde sentir o cheiro de chocolate quente em Alice e outras fragrâncias como baunilha vindo de sua pele. Num piscar de olhos as coisas tinham saído do controle. Alice sentiu um par de braços a puxando para si e rodeando seu corpo de forma possessiva, então um rosto ajeitado na curvatura de seu pescoço. Lábios roçando a pele daquele lugar.  
— O-o q-que você está f-fazendo? — gaguejou.  
— Te abraçando — a resposta veio murmurada em seu pescoço.  
— P-por quê?  
Dante deixou o pescoço cheiroso de Alice e fitou os olhos castanho-esverdeados da garota.  
— Porque você está precisando — disse. — E porque senti vontade de fazer isso com você.  
— Vontade? — sussurrou baixinho.  
— Sim, vontade. Assim como uma vontade de te beijar — falou num tom baixo. — Posso? — pediu.  
Os lábios já estavam muito próximos. As respirações confundidas, os olhos muito intensos. Dante e Alice estavam dentro de uma bolha particular. Todo o resto era ignorado dali de dentro.  
— Posso tomar seus pensamentos por um instante? — Dante insistiu.  
Alice não respondeu. Estava estática, sem reação. O rapaz à sua frente tinha a capacidade de fazer isso consigo. Apenas viu os rosto dele chegando bem mais pertinho. Sentiu os lábios dele roçando nos seus e pedindo por correspondência. Ela queria aquilo. Nossa, seria uma grande mentira se dissesse que não. Durante toda o tempo que esteve ao lado dele, viu como seus hormônios agiam, como seu coração batia e como seus pensamentos ficavam. Quase se deixou levar. Quase, pois quando se lembrou o motivo de estar naquela praça na companhia de Dante, o empurrou delicadamente.  
— Meus pensamentos são só de Maria no momento — disse baixinho. — Me desculpa.  
A única coisa que Dante sentiu foi o frio em seu corpo pela falta de calor da presença de Alice perto de si. Viu a garota se afastando para longe, com os pensamentos na irmãzinha.  
Droga, ele queria muito beijá-la. Só não forçaria nada naquela situação e, por isso, achar a irmã de Alice era uma meta pessoal. Depois que tudo estivesse resolvido, talvez a situação fosse diferente.  
— Aonde estamos indo agora?  — Ele correu até onde ela estava, já a certa distância. Ela o examinou, percebendo seu sorriso determinando, como se nada tivesse acontecido há alguns instantes. Ela queria compreender o que passava na cabeça daquele garoto, mas agora não estava com cabeça para isso, por isso só voltou a andar. 
 — Para minha casa. De lá vou ligar para a polícia e, depois, para os meus pais. É a última opção — sua voz soava fraca, como se tivesse perdido toda sua energia naquele período de tempo.  
Fizeram seu caminho, sem falar mais nada. Suas cabeças lotadas demais, tornando-os indispostos a conversar. Ela, preocupada com a irmã, com a reação dos pais e até com a situação de Dante. Ele, com os pensamentos cheios de Alice e até mesmo de preocupação com garotinha que nem ao menos conhecia. Afinal, de certa forma, com toda essa procura, havia criado uma certa ligação.  
Mesmo quando entraram no prédio e foram até o elevador, permaneceram quietos. O silêncio só foi quebrado quando Alice falou, parecendo ter se recomposto.  
— Sabe, eu não te agradeci. Você não tinha que fazer nada disso. Sua avó deve estar preocupada com você, então se quiser voltar para lá depois, eu vou entender. 
 — Alice — chamou-a. Seu tom era sério, quase autoritário, mas ela continuou olhando para o chão.  — Alice, olhe para mim.  — Ele levantou seu queixo, fazendo com que ela tivesse de encarar aqueles hipnotizantes olhos âmbar.  — Eu me ofereci para te ajudar e até ter certeza que você e sua irmã estão bem, não vou te deixar. Minha avó me bateria se eu fizesse isso, por sinal. 
Um quase sorriso brotou de seus lábios, com a ideia da velha senhora ameaçar bater no jovem com um guarda-chuva ou uma vassoura. Antes que pudesse responder, a porta do elevador abriu, apontando que já estavam em seu andar. 
 — Muito obrigada, Dante.   
Ela saiu e foi até a porta de seu apartamento. Alice tentava evitar pensar em todas as coisas ruins que poderiam ter acontecido com a irmã, mas seu coração estava apertado e sabia que a partir do momento que ligasse para seus pais, as coisas piorariam. Abriu a fechadura e, assim que deu um passo a dentro do apartamento, olhando ao redor, não pôde acreditar no que via. 
Não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Não era possível. Aproximou-se do sofá e ajoelhou-se perto da criaturinha abraçando seus próprios joelhos. Criatura que olhou para cima, com olhos verdes cheios de lágrimas e que, assim que viram Alice, se arregalaram. Ela pulou para os braços da mais velha, que ainda parecia estar chocada. 
 — Maria? É você mesmo?  — Depois de abraçá-la bem forte, afastou-se examinando-a, conferindo se havia algum machucado ou ferimento na garota, que não parava de chorar. Ela parecia bem e inteira. O que ainda não explicava o que ela estava fazendo ali no apartamento, enquanto Alice havia quase enlouquecido a procurando. 
 — Você! — a menininha soltou outro soluço e Alice a pegou no colo, tentando acalmá-la, como sempre fazia. Depois de um tempo Maria parou de chorar e continuou a falar.  — Queria te assustar por não me levar na praça. Aí fiquei debaixo da sua cama, mas dormi. E quando acordei, você não estava mais aqui.  
 — Oh, meu Deus. — Ela estava feliz que a irmã estava bem, mas não podia acreditar que a irmã estivesse simplesmente embaixo de sua própria cama. O único lugar que nunca procuraria.  
 — Será que eu teria a honra de conhecer quem procurei durante todo o dia?  — Ainda com Maria agarrada a si, virou-se para Dante, que estava escorado na parede, perto do batente da porta. Havia esquecido da presença dele por alguns instantes, mas ele nunca permitiria que isso acontecesse por muito tempo.  
Maria olhou para ele e, com um sorrisinho banguela, apontou, depois voltando-se para a irmã. 
 — Moço bonito, Lice. Quem é?  — Mesmo sem ver, ela sabia que o sorriso de Dante deveria estar enorme. Diabos, agora que a cabeça dela não estava nublada de preocupações, ele estava ainda mais bonito. Como se lesse seus pensamentos, ele se pronunciou. 
 — Está vendo, Alice? Poderia ser como sua irmã, honesta, e admitir sua atração.  — Ele se aproximou e estendeu a mão para a menina, que a pegou com entusiasmo.  — Sou Dante. A seu dispor, madame.  
 — Sou Maria. — Alice jurava que nunca tinha visto a irmã sorrir tanto para um desconhecido. Sentindo que ela já estava calma o suficiente, colocou-a no chão e ela parecia mais que satisfeita, ficando mais próxima do rapaz, os olhos brilhando em curiosidade.  — Da onde você conhece a Lice?  
 — Fui o príncipe dela em uma aventura espetacular esta noite. — Ele agachou-se para ficar na altura da garota, e por mais que Alice não quisesse admitir, ele parecia adorável conversando com ela. Volte a si, Alice.  — Não que eu vá cobrar, mas sua irmã ainda me deve um beijo. 
Alice arregalou os olhos e lhe deu um tapa, fazendo com ele se desequilibrasse e caísse sentado no chão. Ela sabia que não havia nada hilário naquilo, mas talvez porque seu dia havia sido cheio de altos e baixos, começou a rir como se fosse a situação mais engraçada do mundo. E, logo, eles a acompanharam. Riram sem preocupações e demorou algum tempo para conseguissem parar, já que cada vez que começavam a parar, olhavam entre si e voltavam a rir.  
Quando finalmente se recompuseram, Dante se levantou com a ajuda de Alice, que quase parecia tentada a lhe deixar cair. Velhos hábitos não morrem fácil, pensou, sorrindo. 
 — Então  — os dois mais velhos trocaram um olhar, cheio de significados, e Dante continuou, suspirando —, acho que tenho que voltar para casa. Missão cumprida, afinal, não é? 
Acompanharam-no até a porta e assim que a abriram, um delicioso cheiro de comida lhes recebeu, fazendo com que a boca de todos se enchessem de água. As comidas de dona Cida eram famosas por todo o prédio, já que o instigante cheiro se espalhava por todo ele, deixando muitas pessoas com o estômago roncando. 
O que foi o que aconteceu com Maria, que olhou com olhos pedintes para Dante. 
 — Dan, por que você tem que ir?  
 — Para passar o Natal com minha avó, pequena.  
 — Podemos ir com você?   
 — Maria, não podemos simplesmente nos convidar para a ceia deles. — Ela balançou a cabeça para a mais nova, que só acenou, chateada, porque sabia que a única refeição que teriam ali seria algo esquentado do almoço, já que culinária não era a área de Alice.  
Dante olhou para as duas, avaliando-as. Deu de ombros, antes que falasse. 
 — Minha vó sempre diz, “onde come um, come dois ou três”. Estão convidadas, se quiserem ir. — Com uma Maria saltitante, acrescentou: — Não quero ficar sem presentes do Papai Noel porque deixei duas meninas famintas passarem o Natal sozinhas. 
 — Idiota — Alice disse, fechando a porta atrás de si, depois olhando para ele, que as esperava, com um sorriso no rosto. — Tem certeza que dona Cida não vai se incomodar? 
 — Fique tranquila, Alice. Assim que ela ver Maria, os olhos dela vão brilhar. Como todos os seus netos já estão mais velhos, ela fica feliz com a presença de qualquer criança. E como já as conhece, vai adorar a companhia. 
 — Certo. — Trancou a porta, indo para o corredor e então lembrou que ainda estava com a jaqueta dele.  Tirou-a e entregou. — Estava quase esquecendo de devolver. Muito obrigada. 
 — Droga, Alice, você é inteligente demais. Estragou meu plano de ter uma desculpa para falar com você depois. — Balançou a cabeça, dando de ombros, um sorriso malicioso surgindo nos lábios.  — Mas sabe, se por acaso tiver um visco na casa da minha avó, não vai ter como escapar. 
Alice permaneceu quieta. Não é como se ela fosse tentar escapar. Afinal, por mais louco que tivesse sido aquele dia, pôde conhecer o garoto e sentiu coisas perto dele, então agora estava tudo bem. E não ligaria de aproveitar o resto desse Natal da melhor maneira possível.  
E isso significava que Alice estava disposta em até experimentar do inferno particular que era Dante.  
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Nota das Autoras

Karla: Quero dizer que escrever essa história foi um desafio para mim. Vitória sabe o quanto. Basicamente: tudo o que tenho escrito nesse ano é yaoi. Assim como lido (com a exceção dos shoujos da vida e os livros). Daí, me aventurar pelas águas do menininha + menininho ao invés de menininho + menininho foi complicado. Mesmo assim, no final, resultou em tudo isso e gostei bastante. Vitória foi muito compreensiva e fazia tempo que não escrevia nada com a companhia dela. Nostalgia me tomou. Enfim, quero desejar feliz natal a todos. 
Torcendo para que você (e eu também) encontre um Dante pra fazer da sua vida um inferno gostoso.

Vitória: Woaah. Estou tão feliz com ter conseguido escrever essa história, por dois motivos. Para quem conversa comigo ou me segue em alguma rede social, sabe que uma da minhas metas de 2014 era terminar uma história e, com esse conto, acabei conseguindo. Também, porque queria dar um "presente" pra vocês, algo que marcasse a data.
Não sei se ficou um conto perfeito ou nada do tipo, mas aproveitei bastante o processo de criação (Karla S2), então está valendo. Espero que aproveitem e, hey, o Dante é meu, ok? Brincadeirinha, ou não.
Ah, e pessoal? Feliz Natal \o/ 
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Operação Big Hero : Poster
Sinopse:Cidade de San Fransokyo, Estados Unidos. Hiro Hamada (voz de Ryan Potter) é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi (voz de Daniel Henney), deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan (James Cromwell) a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax (voz Scott Adsit), criado pelo irmão.

Assim que vi o trailer no cinema, fiquei com muito vontade de ver e acabei indo ver, hoje. Valeu totalmente meu tempo e dinheiro e, se tivesse outra oportunidade, veria de novo, porque achei o filme extremamente adorável. Os motivos? Bom, faço questão de explicar. 

Começando de algo que me fez babar: os gráficos estão tão lindos. Maravilhosos. Eu simplesmente babei quando mostrava alguma vista da cidade ou simplesmente passavam pelos lugares. E com o 3D, acho que acrescentou um pouco mais de beleza. Talvez tenha  meu único arrependimento é não ter ido no cinema que costumo ir para ver esses filmes 3D, mas isso não atrapalhou e foi extremamente lindo de ver. Já fez meus olhos brilharem de paixão para esse filme, isso posso garantir. 
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A história é bem como podemos imaginar: estava indo tudo bem, joia, quando ocorre uma tragédia e, então, Hiro se distancia de tudo, só que aparece nosso querido amigo Baymax e, com ele, faz uma descoberta que leva ele e seus amigos a acabar se tornando super heróis. Com muita aventura, como era de se esperar, também tem seus momentos meigos e engraçados, estrelados principalmente por Baymax, o queridinho de todos. E meu também, óbvio. Se no começo de 2014, Olaf era o mascote favorito da galera, no meio do ano, Banguela, posso dizer que o cara do final do ano vai ser, certamente, Baymax.

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Quanto aos personagens, achei que todos foram cativantes, a sua maneira. Aquela coisa de história de super-heroi mesmo: cada um tem um charme e pelo menos um vai acabar te conquistando. No caso, todos conseguiram fazê-lo comigo, apesar de eu ter um fraco por Hiro (asiáticos <3). A relação entre eles foi muito bem construída, principalmente entre Hiro e o irmão, algo que foi essencial na história. Apesar do trabalho em equipe não ter sido dos melhores, acho que eles prometem e quem sabe, em uma sequência, vão se mostrar verdadeiramente como um time? 

O filme passou bem rápido, sendo que nem vi o tempo passar. Não houve nenhuma enrolação e todas as cenas foram interessantes. O final foi legal e, apesar de ter sido clichê, não poderíamos ter desejado de outra maneira, não é? Claro, achei um pouco sem sentido, mas o importante é que quase tudo acabou feliz. 
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Um detalhe: a trilha sonora é magnifica. Geralmente não presto tanta atenção, porque só "sinto" o que a música está tentando passar pra situação, mas dessa vez foi diferente, principalmente em relação a Top of the World e Immortals, que me fisgaram de vez. 

Claro, vocês devem estar achando que estou com um certo favoritismo e nem vou negar. Assim que soube que era baseado em um mangá, já estava pronta para amar a história. Só que, de qualquer forma, foi um filme bem lindinho, agradável e que me envolveu. Assim, recomendo para que vejam. Dá pra ver com a família ou os amigos e, independente da idade, todos vão acabar rindo das mesmas coisas. Tem algo melhor que isso?

Então, para quem ainda não viu o trailer e permanece com dúvidas se deve ou não ver o filme...

Ah, também algumas imagens que achei no We Heart It, que faz uma mistura de algumas histórias e são pra lá de meigas, olha só:

hug   crossover cuteness
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Autor: Graeme Sinsion  
Editora: Record  
Páginas: 320  
Sinopse: Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica. Exceto as mulheres. Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva. Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, e mulheres que se atrasam por mais de cinco minutos ou que usam muita maquiagem estão fora dos critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal. O único problema é que um questionário desse tipo exige tempo e dedicação, duas coisas que começaram a diminuir exponencialmente no cotidiano de Don desde que ele conheceu Rosie: fumante, vegetariana e incapaz de chegar na hora marcada. Ou esse era o único problema até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.

Um ano atrás, vagando na Submarino, vi esse livro. Achei a capa bonitinha. Senti uma vontade de ler. O caso é que nem fui procurar saber sobre a obra. Não li sinopse, resenhas, na-di-nha. Decidi me jogar na leitura de cabeça mesmo. Baixei o PDF e li numa tarde só. No mesmo dia escrevi uma resenha do tipo "fangirl"sobre ele, e acabou que comprei o livro por tê-lo amado e o adicionei à minha estante. Ficou ali.  Mas esses dias fui limpar meus livros, o bendito dia da faxina, e acabei fixando minha atenção nele. Peguei-o na mão, folheei, cheirei e quando dei por mim, lá estava eu relendo o livro! 

Sabe aquele momento que você deseja ler algo engraçado para passar a tarde rindo, e que essa coisa que deseja ler seja inteligente também, além de romântico e encantador que até perde a noção do tempo? O Projeto Rosie é um livro do tipo.

Bom, como deu para notar pela sinopse, temos como protagonista o Don, que também narra toda a história. Don Tillman tem 39 anos e é um professor universitário de genética. É um homem de lógica e ciência extremamente inteligente no que faz e ensina, e é excêntrico em sua forma de viver, além de apresentar uma gigantesca dificuldade de se relacionar socialmente com as pessoas. Lembra muito um Sheldon Cooper da vida. 

Fora o fato de que ele não consegue entender as emoções e muito menos expressá-las. Sentimentos como amor, compaixão, tristeza, angústia, são totalmente desconhecidos pelo professor. Vive tudo rigidamente, sem querer arriscar sua rotina com hábitos muito bem definidos e repetitivos. Para ele, o mundo a sua volta pode ser explicado e conhecido com uma profunda e científica pesquisa. Isto até que ele decide ter uma companheira; uma esposa.

E aí se inicia a grande aventura de sua vida: a busca pela esposa perfeita, ao seu nível, com todos os quesitos que ele procura não sendo, JAMAIS, fumante, mulheres que se atrasam e que usam muita maquiagem, e é claro, que seja inteligente. E tudo isso através de  um questionário que o levará à escolha final.
Creio que encontrei uma solução para o Problema Esposa. Tal como acontece com tantas grandes descobertas científicas, a resposta parece óbvia quando analisada em retrospecto. Mas, se não fosse por uma série de eventos não programados, muito provavelmente eu não a teria descoberto.

Vamos parar para um momento de reflexão: A busca pela esposa perfeita? Perfeita. Perfeição. Esposa. Nível. Que não se atrase. Que não use muita maquiagem. E através de um questionário. Cadê o amor nisso tudo? O mais importante! Ok. Don é doido, vamos admitir.

Você pode até me perguntar: "Nossa, ele não fez isso!" . 
Sim, ele fez.

E é isso que deixa o livro muito mais engraçado. É o fato de Don ir em busca de uma parceira e acabar se deparando com uma garota totalmente fora de seus padrões e descobrir que não regras no amor.
Amar é ter um sentimento profundo por outra pessoa, um sentimento que muitas vezes desafia a lógica.
Rosie é fumante, vegetariana, atrasada nos seus compromissos, totalmente emotiva e problemática. Ela não é, de cara, candidata ao posto de parceira de Don, mas cria um vínculo com ele. E aí se inicia o romance. Nisso, estamos nós, os leitores, tentando imaginar Don, o cara todo regrado e perfeccionista com uma garota do tipo de Rosie ao seu lado.  
E o duro é que dá! Começa a ver o filminho mental a todo momento. 
Eu convidei você para vir aqui esta noite porque, quando percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível
Um ponto positivo no livro e que tenho que deixar em evidência é o fato da narração. Você pode se perguntar: "Nossa, um personagem masculino meio que excêntrico narrando a história? Isso não é chato?" 


Não, não é. A maneira que Don narra é divertida, pois ele é tão excêntrico, tão excêntrico, que é impossível não rir no livro. Garanto que você não achará ou detestará a narração. Além disso, temos o vocabulário. Eu confesso que simplesmente pirei, já que o que mais me chama a atenção no livro é o vocabulário dinâmico. Então só tenho elogios ao autor nessa parte. Confesso mais uma vez que me senti culta lendo O Projeto, hihi. 

Uma curiosidade: o livro foi feito como roteiro para filme. Até ano passado havia boatos da produção cinematográfica do filme, mas não encontrei nada referente. Eu agradeceria se tivesse o filme, mas, contudo, entretanto, não há mais nenhuma notícia. #Choremos. 

Por fim, vou deixar a vocês o vídeo que a editora lançou para divulgar o livro. 

E aí, se interessou nele? Acha que vale a pena ler? E você que já leu, gostou do Projeto Rosie? Espero que sim! 
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E aqui venho eu, fazer uma das despedidas que mais adiei esse ano, por saber que não seria algo muito fácil assim. No entanto, antes de falar do ultimo livro da série Instrumentos Mortais em si, falarei toda essa história para que, quem nunca nem tocou em um livro de TMI, possa pelo menos ter uma base. Claro, provavelmente todo sentimentalismo será derramado neste post, mas o que posso fazer? É uma despedida, afinal.

Considero que Instrumentos Mortais, com seus seis livros, foi dividido em duas fases. A primeira delas com Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro, tinha como vilão principal Valentim e posso dizer que o cara soube fazer bem seu papel. Além disso, como Clary estava começando a ser inserida ao Mundo das Sombras, o mesmo acontece conosco, em que vamos aprendendo e descobrindo como tudo acontece nesse mundo que nenhum mundano imaginaria existir (ou, se imaginasse, não acreditaria nele). 

Lembro quando Cidade dos Ossos lançou aqui, em 2010. Eu já tinha lido o livro por e-book e estava aguardando ansiosamente para poder comprá-lo e assim o fiz. Só que depois, fui ao meu primeiro evento literário (que era do livro) e ganhei-o em um sorteio. Haja sorte, hein? E era a edição que ainda tinha os brilhos da capa. Lembro também que foi mais ou menos naquela época que confirmaram o filme, assim como Lily Collins foi confirmada como Clary e aí começou a longa espera, sendo que o mesmo lançou ano passado, mas não fez tanto sucesso assim (infelizmente).
O menino nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído.
Cidade dos Ossos é onde somos apresentados a todo aquele mundo, a Jace Wayland e aos Caçadores das Sombras. Fiquei muito encantada com Jace, tanto que eu escrevi uma fanfic com umas colegas e ele era meu par romântico (de tantos personagens, justo ele). Também conhecemos Clary, Magnus (S2), Alec, Isabelle, Simon e, enfim, uma boa parte do pessoal que é o foco dessa parte. Tudo é bem introduzido e o final do livro nos deixa completamente  "Não pode ser!Como eu... Não!".

Veio então Cidade das Cinzas, onde temos mais conflitos, conhecemos ainda melhor nosso "querido" vilão Valentine e as coisas vão se desenrolando, enquanto entendemos e adoramos ainda mais os personagens já vistos anteriormente. Claro, depois da revelação bombástica do final de Cidade dos Ossos, fica um clima meio tenso, mas isso não nos impede de torcer loucamente para concretização. 
 “(…) Era como se houvesse uma bolha de dor ou arrependimento que morava dentro do coração dele, e quando ele queria dizer alguma coisa, qualquer coisa, que parecesse significativa ou verdadeira, a bolha se erguia e sufocava as palavras.”
E, enfim, Cidade de Vidro, o último livro dessa fase. Talvez porque eu acreditasse que aquele seria o último quando li tenha sido tão maravilhoso quando foi. Só sei que foi incrível como tudo se juntou, como as coisas tiveram seu desfecho, como até novos personagens que surgiram foram impactantes e como certas mortes aconteceram, fazendo com que eu chorasse. Sei que foi uma bela conclusão e que tudo estaria bem (menos a saudade enorme dos personagens) se terminasse ali. 
“Tudo o que ele queria era não ter medo, e então ele estava com medo o tempo todo.”
Só que não foi bem que aconteceu. Começou a segunda fase, que tem como vilão Sebastian (evitando dar spoilers, mas é difícil). Além disso, muitos outros novos personagens são introduzidos ou melhor apresentados, ganhando seu espaço. Na verdade, eu acho que a luz sai, comparado aos três primeiros livros, bastante de Jace e Clary e começa a mostrar a história daqueles ao redor deles, o que deu um toque bem especial. E, do outro lado, mesmo tendo gostado bastante de Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas, ainda não tinha sentido muito aquele click, aquela conexão, mesmo que cada vez que os pegasse para ler, não conseguisse parar até terminá-los. 

Clary já está mais madura, os relacionamentos se resolveram, já temos um conhecimento melhor dos Caçadores das Sombras e assim, quando tudo parece ir bem tranquilamente, tudo de esperado e inesperado começa. E é em Cidade do Fogo Celestial que outro desfecho impressionante acontece.

Autora: Cassandra Clare 
Editora: Galera Record 
Páginas:532 
Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.
Como enrolei muito tempo para ler o livro, estava com o coração na mão quando o comecei. Li até a metade, tive que fazer outras coisas e, só alguns dias depois, consegui terminá-lo. No entanto, em nenhum momento perdi a ligação com a história e acredito que a mantive em mente todos os dias que não pude lê-la.

Uma coisa que eu fiquei me perguntando é se Cassandra sempre escreveu tão bem assim. Talvez seja porque fazia um tempo que não lia um livro dela, mas senti um ar tão leve, ao mesmo tempo tão pesado, uma diversão atrás de um monte de sofrimento dos personagens. Senti que eles eram jovens, tão bem quanto senti que eles amadureceram muito desde o começo. E acho que isso foi uma das coisas mais maravilhosas senti enquanto o lia.
— A questão não é essa — disse Simon. — A questão é que quando você joga Dungeons and Dragons e sua equipe encontra um monte de tesouro, ou uma pedra grande e luminosa, ou um esqueleto dourado mágico, você nunca deve pegar. Sempre é uma armadilha. — Ele descruzou os braços e gesticulou enlouquecidamente. — Isto é uma armadilha.
Além disso, todas as histórias que aconteciam paralelamente a trama central do livro foram bem interessantes. Conhecemos Emma Carstairs e Julian Blackthorn, que estarão em Dark Artifices. Também temos um contato com Zachariah e Tessa, personagens que estiveram em As Peças Infernais, e confesso que fiquei super feliz com isso, porque essa trilogia foi ainda mais amada por mim do que Instrumentos Mortais (recomendado, então).
— Herondales. — A voz de Zachariah era um sussurro, metade risada metade dor. — Eu quase tinha esquecido. Nenhuma outra família faz tantas coisas por amor ou sente tanta culpa. Não carregue o fardo do mundo, Jace. É pesado demais até para um Herondale suportar.
E o romance? Como posso dizer isso... Todos os casais que foram feitos, a maneira como ficaram juntos, simplesmente me arrebatou. Sério. Gostei de cada um deles, com suas peculiaridades. Posso dizer que foi ainda mais interessante ver o relacionamento de Isabelle e Simon crescer, tendo em mente como eram no primeiro livro. E o que dizer de Magnus e Alec? Do primeiro ao último instante, arrasando com nossos corações.

Claro, de todos esses romances, o principal deles ainda continua sendo Jace e Clary. E confesso, me apaixonei pela forma como eles se amam. Como se um fosse a coisa mais linda do mundo do outro. Como se fossem seus próprios milagres. E, assim como todos os outros, como evoluíram com esse amor. 
Ela sabia que os Caçadores de Sombras de Alicante lutariam até o último homem: com determinação, coragem, obstinação, vingança e glória.
Com esperança.
Eu não acredito que acabou...  Só... Acabou.
A maneira como ela guiou o final foi maravilhosa. Nunca iria imaginar. Claro, impossível não derramar algumas lágrimas, mas foi tudo tão bem concluído. E no final, até mesmo me senti mal por Sebastian, porque se as coisas fossem diferente, quem sabe... O que importante é que Cassandra fechou a série com chave de ouro. Não com um final feliz ideal, mas com um final que nos deixa com o coração mais leve, pelo menos até a saudade apertar, e nos prepara para o que irá ocorrer na nova série que ela irá escrever.

Além dos livros que citei aqui, Cassandra escreveu, também do Mundo das Sombras, as Crônicas de Magnus Bane, que recomendo, principalmente porque esse feiticeiro tem um charme incrível e nos mostra um novo lado de tudo isso. E claro, tem o Códex dos Caçadores das Sombras, o qual ainda não li, mas pelas resenhas e fotos, estou ansiando para ter e poder ler os comentários dos nossos personagens queridos. 

Já leram os livros? Gostaram? Ainda não e ficaram curiosos? Não deixem de falar o que acharam nos comentários!

E para finalizar bem, para quem ficou na duvida e quer ter uma ideia bem básica, vai aí o trailer do filme. Claro, vejam tendo em mente que o filme nunca é 100% fiel ao livro, mas você pode imaginar o suficiente disso. 
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Guardiões da Galáxia é o novo filme da Marvel e digamos que o seu novo desafio. Com a proposta de expandir o universo cinematográfico, iniciado com Homem de Ferro, o filme poderia ser um grande tiro no pé por se tratar de uma história relativamente desconhecida pela grande massa e que apresenta um universo mais complexo que o d’Os Vingadores e com personagens também mais variados.

O impetuoso aventureiro Peter Quill se vê como objeto de uma caçada implacável após roubar uma misteriosa esfera cobiçada por Ronan, um vilão poderoso com ambição que ameaça todo o universo. Para fugir do determinado Ronan, Quill é forçado a fazer uma complicada aliança com um quarteto de desajustados - Rocket, um guaxinim atirador, Groot, uma árvore mutante humanoide, a mortal e enigmática Gamora e o vingador Drax, o Destruidor. Mas quando Quill descobre o verdadeiro poder da esfera e o perigo que ela representa para o cosmo, ele deve fazer seu melhor para reunir seu grupo desorganizado para uma última e desesperada resistência - com o destino da galáxia em jogo.

O filme conta a história do saqueador Peter Quill um terráqueo que foi abduzido quando criança e criado por um grupo de saqueadores, e sua trajetória para ser integrante de uma das equipes mais poderosas do universo: Os Guardiões da Galaxia
A equipe é composta por cinco integrantes dos tipos mais variados possíveis que tem entre si algo em comum: todos são “bandidos”, digamos assim. A equipe se forma quase que por acaso e de uma forma natural, todos possuem seus interesses próprios, mas dividem o mesmo objetivo. Entre os integrantes temos alguns que se destacam mais que outros como por exemplo Peter e Gamora, que formam um par romântico um tanto quanto estranho... Destaque também para Groot que mesmo com suas duas únicas falas consegue ganhar um grande destaque no longa.

O filme segue a linha básica da Marvel, aventura e muita ação com vários alívios cômicos que às vezes chega a ser desesperadores e irritantes, mas não tiram o brilho da produção. O desenrolar da história é de maneira quase que espontânea, não me senti muito pressionado pelo roteiro para entender e compreender tudo que se desenrolava, apesar da história quase que inédita não há certa urgência em nos fazer compreender tudo de primeira.
Guardiões ganha muitos pontos em produção e elaboração de roteiro, mas perde alguns em atuações e ligações, diante de uma nova abertura do universo da Marvel as interligações com seus filmes anteriores, o que é de praxe, não são tão necessárias, mas acrescentam um brilho a mais na obra.


Digamos que o filme não é uma obra de arte, mas cumpre seu papel: entreter seus telespectadores, e faz isso com maestria. Um filme recheado de ação e cenas de lutas de encher os olhos nos faz pensar sobre o rumo que a Marvel quer para seu universo cinematográfico, mesmo tento um grande desafio pela frente que será interligar suas duas vertentes. Engraçado, mesmo forçando às vezes, o filme ganha seu destaque no hall da fama das produções atuais com seus efeitos elaborados e seu roteiro que não deixa a desejar.

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KPOP Worldwide.εїз

Olá pessoal, como vão vocês? Hoje decidi falar de uma coisa que eu (assim como Karla também) adoro: doramas e, mais especificamente, os coreanos (um dia, prometo, falarei sobre os de outras regiões). Não faz ideia do que é dorama? O Wikipedia esclarece.
Dorama é a definição generalizada do gênero série de televisão oriental, seja ela J-Drama (drama japonês), K-Drama (drama coreano), TW-Drama (drama taiwanês), C-Drama (drama chinês) e até mesmo os Live-Action (filmes com pessoas reais quando um mangá ou anime faz sucesso). Também muito conhecidos dentro do You Tube,por conter vários vídeos com musicas de cantores orientais.
Assim, pensando nisso decidi fazer uma lista com dez k-dramas para aquelas pessoas que tem curiosidade, mas não sabe como e nem por onde começar. Foi bem complicado separar só dez, mas pensei mais naqueles que poderiam atrair quem nunca assistiu nenhum. Então, vamos lá...

1. Secret Garden

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O drama narra a história de Kim Joo Won , um CEO arrogante e excêntrico que mantêm a imagem de ser uma pessoa perfeita, e de Gil Ra Im, uma pobre e humilde dublê cuja beleza e corpo são objetos de inveja entre as atrizes famosas. Eles se encontram acidentalmente, quando Joo Won se engana achando que Ra Im é a atriz Park Chae Rin, e marca o início de uma relação tensa e cheia de brigas, e onde também se inicia a tentativa de Joo Won esconder a sua crescente atração por Ra Im, e que o deixa tanto confuso quanto incomodado. Para complicar ainda mais as coisas, um estanha sequência de eventos resulta na troca do corpo entre os dois.
Óbvio que eu tinha que começar falando de Secret Garden. Por que? Porque esse foi o primeiro k-drama que assisti, em 2012, e certamente ele me marcou bastante. Logo que pensamos nessa troca de corpo (ela fica no corpo dele, e ele no dela), lembramos de "Se eu fosse você", mas aqui segue uma outra linha, um outro tipo de enredo. Personagens apaixonantes e episódios que me faziam prender o folego (lembro um que aconteceu algo muito triste, minha mãe do meu lado e eu comecei a chorar, ela ficou bem preocupada) fazem esse dorama tão especial quanto ele é. 

Certamente, para quem está interessado em conhecer o mundo dos k-dramas, vale a pena. Claro, como foi minha primeira vez, não estava acostumada ao coreano, que parecia muito estranho na época, e como eles usavam a linguagem, o que cada coisa significava e tudo mais. Provável que isso acontece com todo mundo que não tiver um contato prévio com a cultura deles, mas com o tempo você se acostuma e acaba achando a maior parte das coisas lindas.

2. Dream High

Funny Bunny
Dream High significa "sonhando alto", e conta a história de 6 estudantes da Kirin Art High School, uma escola na Coréia do Sul que é especializada em treinar e fazer estreiar grandes artistas da música pop sul coreana e mundial. Hye Mi, Jon Guk, Sam Som Dong, Pil Suk, Gae Hae e Jason são alunos talentosos, mas que tem problemas mal resolvidos consigo mesmos, precisando passar por diversas situações na nova escola para poderem crescer e se tornar bons artistas.
Um drama musical, realmente com uma vibe meio High School Music, mas que vai muito além disso. Tem a coisa da superação, pois todos eles tem algum obstáculo que os impede de atingir seus sonhos e, de alguma forma, os ultrapassa. Assim, mesmo personagens que você odeia no começo, acabam se tornando adoráveis, com o decorrer da história. A trilha sonora é muito boa (como poderia se imaginar, sendo musical e tendo o elenco composto, em sua maior parte, por cantores) e o elenco é realmente interessante (Kim Soo Hyun começou a brilhar aí). 

Houve uma continuação, Dream High 2, que tinha um elenco lindo (JinWoon, meu ultimate, SeoJoon, que está incrível em Witch's Romance, e JJ Project, que atualmente está na banda GOT7), mas a história só desandou e não gosto nem de lembrar. Terminei de ver mais pelo elenco, mas foi bem chatinho.

3. Gentleman's Dignity

A Gentleman's Dignity
Um drama sobre a carreira e a vida amorosa de profissionais do século XXI. Ele vai contar a história de quatro homens em seus quarenta anos, como lidar com amor, separação, sucesso e fracasso. Kim Do Jin, um arquiteto com uma língua mordaz começa um relacionamento romântico com a professora Seo Yi Soo, que também é árbitro em jogos de beisebol amadores. Tae Im San está namorando uma mulher de coração frio. Choi Yoon tenta curar seu coração, depois de perder sua esposa há quatro anos. Lee Jung Rok se casa com uma mulher mais velha por dinheiro, mas pode perder a sua vida confortável em um divórcio. 
Quando fui assistir esse drama, não estava dando muito pra ele, achando que não seria nada demais. Fui mais pelo JongHyun, da banda CNBLUE, e WooBin, só que acabou com os outros personagens me prenderam de tal maneira que assisti esse em uma maratona louca. A amizade deles, os relacionamentos, todos foram bem trabalhos de tal maneira que parecia bem real mesmo. Como o Do Jin não é lá o mais bonito, achei que não me encantaria, mas acabei me apaixonando, assim como fiz com todos os outros ahjussis. E o que falar dos flashbacks no começo dos episódios? Uma das melhores partes, certamente.

4.Reply 1997

Tumblr

Esse drama vai focar na cultura do fanatismo extremo que emergiu nos anos 90 quando os grupos de idols tomaram conta dos palcos e o K-pop estava florescendo.
A história é formada por 6 amigos colegiais de uma escola em Busan que voltam a se encontrar em 2012 e isso traz de volta as memórias de 1997, quando eles eram ainda estudantes. Voltando naquela época e para agora entre os anos 90 e hoje, a história centra na vida de Sung Shi Won que é fanática pela boyband H.O.T. e seus 5 amigos de escola.
O drama tem bastante do que fala a sinopse (muitos acontecimentos partem desse fanatismo dela), mas tem muito além disso. Sério. Além disso, é ótimo para se dar risadas, se apaixonar pelos personagens, ficar indeciso (porque eles fazem um sistema de futuro-passado-presente muito louco). Tem muita coisa que parece real e os personagens são bem imperfeitos, mas isso que nos faz gostar ainda mais deles.
Tem também uma "continuação", Reply 1994, que eu ainda não vi, por isso não sei muito o que falar, mas ouvi bastante coisa boa sobre ele, então deve valer a pena a tentativa.

5. I Hear Your Voice

Untitled
O seriado é um drama thriller de tribunal com elementos de fantasia e comédia romântica. Conta a história de de Jang Hye Sung, que é uma advogada corajosa, audaciosa, cara de pau, cômica, sem vergonha e materialista. Ela possui memórias dolorosas da sua infância e num futuro próximo se tornará uma defensora pública, que deve ajudar os mais necessitados. O outro protagonista é Park Soo Ha um jovem de 19 anos que possui o dom de ouvir o pensamento das pessoas, tendo adquirido esse dom após um acidente traumático 10 anos atrás. E para fechar nosso núcleo temos Cha Kwan Woo que é um advogado inocente e com uma fé inabalável na justiça e no trabalho duro, que também vai ser um defensor público.
Foi uma luta achar uma sinopse que fizesse jus ao dorama, mas finalmente achei aqui e fiquei bastante satisfeita com isso. Por que? Porque a história tem tanta coisa que simplesmente falar que eles vão resolver casos utilizando o poder do Soo Ha não dá. Tem um drama central, envolvendo o que aconteceu no passado dos dois, algo que irá uni-los e fará com que surtemos ainda mais (motivos para amar romances para noonas ~mulheres mais velhas). Do primeiro ao ultimo episódio, é bem cativante, fazendo-nos chorar, rir, piorar e todo tipo de reação. É uma boa pedida, principalmente porque JongSuk (que também está em Secret Garden) é o protagonista e está maravilhoso.

6. The Master's Sun

Joo Joong Won (So Ji Sub) é um frio e ambisioso CEO, que move todas as relações humanas através do dinheiro. Tae Gong Sil (Gong Hyo Jin) é uma sensitiva assistente,que sofre de insônia, devido à sua capacidade de ver fantasmas após um acidente.
Joong Won vai aprender a confiar em Gong Sil e se apaixonar por ela.
Esse dorama é do ano passado (quando eu estava, enfim, entrando mais nesse mundo de k-dramas) e foi uma maravilhosa surpresa. Com toques sombrios, mas também de comédia e romance, Master's Sun conquistou bastante, principalmente por usar essa coisa dos fantasmas de uma forma bem interessante. A atuação de todos foi incrível e até os fantasmas foram super legais (o do café, principalmente). Um dos melhores doramas do ano, com toda certeza.

7. You Who Came From the Stars

Do Min Joon é um alienigena que veio para a terra em 1609, pousando na era Joseon, e tem vivido na terra deste então através dos quatrocentos anos seguintes até os dias presentes. Atualmente ele trabalha como um professor universitário, e acaba se apaixonando pela arrogante atriz Chun Song Yi.
O dorama que simplesmente fez um ENORME sucesso na Coreia e não foi atoa não. Trazendo uma "inovação" com o personagem principal sendo alienígena, além de vários dilemas, onde ele tem que se conter, e um romance que parece ser proibido mas também destinado. Lembra do Kim Soo Hyun, que citei em Dream High? É o mesmo que faz nosso Manager Do, que conquistou o coração de milhares de mulheres, assim como a charmosa Song Yi também não fica muito pra trás não. O sucesso foi estrondoso, tanto que até mesmo em alguns shows de variedade você pode ver algumas referências a eles (já vi muitas, por isso o comentário).

8. Who Are You?

A detetive Shi On consegue ver coisas que as pessoas normais não veem. Depois de passar seis anos em coma, ela ganha a habilidade de ver fantasmas. Enquanto isso, o detetive Gun Woo apenas acredita no que ele consegue ver e tocar. Lee Hyung Joon é o namorado fantasma da detetive Shin On que morreu no mesmo acidente que deu a ela a “segunda visão” e irá aparecer e formar um triângulo amoroso sem precedentes.
Novamente uma história com fantasmas no meio, mas dessa vez leva um tom completamente diferente de Master's Sun. Os fantasmas aqui querem ser "resolvidos" e ela, como policial, ajuda da maneira que pode, enquanto tenta descobrir o que realmente ocorreu no acidente a seis anos atrás (motivo do coma dela). Shi On é inteligente, ativa e o tipo de personagem que boa parte das ações você familiariza. Os outros dois personagens são realmente adoráveis (principalmente o do namorado dela, nas cenas de flashback), o que acabou me fazendo shippar ela com os dois e ficar indecisa do começo ao fim, sem saber para quem torcer.
O final de Who Are You deixou meio possível uma continuação, mas nada confirmado até agora.

9. Let's Eat

Um drama sobre a vida de quatro pessoas solteiras que vivem sozinhos, com fome de comida e amor.
Ele vai girar em torno de uma divorciada de 3 anos experimentando coisas com as pessoas casadas e solteiras em torno dela. 
Eu simplesmente amei esse k-drama com todo meu coração. Claro, tinha que esperar dar horário de refeição para assisti-lo, se não ia começar a babar em cima do meu computador. Muitas cenas com comidas deliciosas (ou vai ver nem tanto, mas pareciam ser muito boas) que davam água na boca. Além disso, personagens bem interessantes, uma comédia leve e um romance que nem sabíamos para onde ia ir até que foi chegando a rota final. Com essa combinação, conquistou-me de vez e tenho certeza que muitos gostariam também. 

10. Witch's Romance

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Um drama sobre o romance entre um homem mais jovem e uma mulher mais velha que não é capaz de abrir seu coração aos outros depois que seu ex-noivo deixou-a de repente quando eles estavam prestes a se casar.
Novamente com um romance para noonas (eles são os melhores), esse dorama acabou faz pouco tempo e foi uma ótima experiência. Park Seo Joon está irreconhecível (só descobri que ele esteve em Dream High 2 depois), mas apaixonante e com um personagem que acho que todas desejamos ter um Dong Ha para nós. A personagem principal tem umas coisas que chegam a irritar, mas ela não é boba e sempre vai atrás do que quer. As histórias secundárias são bem fofas e meigas de se acompanhar, além de proporcionar bons risos. 

Ficou interessado(a)? Bom, todos esses doramas eu assisti pelo Viki, então todos já devem ter legenda em português (primeiro sai em inglês, depois passam para as outras línguas). Existem muitos fansubs que legendam e disponibilizam para download também, mas são tantos que nem saberia quais recomendar no momento. Assim, espero que deem uma chance pelo menos para um deles e, se o fizer, não esqueçam de me falar o que acharam!
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Sobre a Autora

Estudante de Direito, 20 anos, Mineira.
Leitora desde que se entende por gente, adora fantasia e romance, mas não deixa de lado o suspense e terror. Além disso, assídua por filmes novos e, pra falar a verdade, gosta e vê todo tipo de mídia, de anime, mangá, dorama até gameplay de jogos que ela claramente não vai jogar bem.

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