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Tecnologia do Blogger.

Efêmero Refugio

AVISO! Essa é uma resenha em que me declaro amante de uma mariposa
Aos que me conhecem, não entrem em pânico. Não é o inseto de verdade, obviamente. No dia que eu deixar de sentir medo desses seres perseguidores e horripilantes, podem saber: algo está errado. No caso, foi sobre um personagem. Mas aposto que tinham adivinhado isso...

Sem mais enrolações, vim falar de Splintered, uma série (trilogia, saga?) cujos livros li faz um tempinho, só que o encanto foi tão grande que até hoje, após algumas leituras, não consigo me esquecer dos personagens, nem do mundo criado por A.G. Howard. Não fazem ideias de qual livro estou falando? Tenho certeza que em algum momento, em uma livraria (ou no supermercado, como no meu caso) tinha aquele livro com uma capa TCHAN e justamente... As capas são lindas, como vocês podem ver.
Li ambos da imagem acima, assim como A Mariposa no Espelho, que seria uma história avulsa situada entre os acontecimentos dos dois livros. De qualquer forma, como essa resenha será até Atrás do Espelho, tomarei todo o cuidado possível para não soltar nenhum spoiler, mas não posso garantir totalmente, então, estejam cientes, ok?

A história utiliza-se do universo de Carroll. Não é nada super novo, porque tenho certeza que já leram outras histórias com a mesma ideia (e tem aquele filme, que foi bem incrível nisso também). Porém, o que fez com que a história se tornasse tão maravilhosa foi que parecia o contrário. Que todo esse universo veio primeiro e a Alice que conhecemos, veio depois. E eis aí a mágica..

Na história, há um contraste claro entre dois tipos de seres. Os humanos, que nem por isso são bonzinhos, sendo que a própria Alyssa, a mocinha do livro, não é uma santa e toma certas atitudes pouco éticas. E os seres do Pais das Maravilhas. E esses, meus amigos e amigas, foram impressionantes. Eram quem eram, felizes assim e sem intenção de mudar. Impiedosos, instintivos e muito espertos. 
Ok, talvez seja melhor começar apresentando os personagens. Há Alyssa, a "mocinha". De alguma forma, esse termo me incomoda quando aplicado a ela, justamente por ela ter tomado umas atitudes que a tiram daquele esteriótipo personagem-honrada-perfeita-não-faz-nada-errado. E, de certa forma, ela me conquistou dessa forma. E a transformação que passa é bem clara, de uma garota confusa e perdida para uma mulher bem decidida. 
“Ás vezes penso que não estou sozinha em minha própria cabeça, que há parte de outra pessoa lá dentro, alguém que me incita a seguir além dos limites.”
Além disso, tem Jeb. O elfo foi referência a ele, porque foi minha esperança durante todo esses livros, para ver se ele se tornava mais cativante. Não que ele não fosse um amorzinho. Porque ele era, totalmente. Só que meio a tanta magia, tanta coisa impressionante, ele foi, para mim, um pouco ofuscado. Admiro-o como pessoa por suas atitudes, porém não o suficiente para ficar torcendo para ele.

Enquanto isso, aparece Morfeu... E, queridos, esse sim foi impressionante. Não foi nada a primeira vista. Ele é bem irritante e manipulador em certas situações, o que me deixou bem com vontade de dar uns tapas na cara dele para ver se virava gente —  o que não ia funcionar, porque ele não é gente. Só que Morfeu acaba crescendo dentro de nós. Aos poucos. Ocupando seu espaço. E quando li A Mariposa do Espelho, o encanto se concretizou de vez.


Em O Lado Mais Sombrio, somos introduzidos a esse mundo de forma mais sutil, preparando-nos, encantando-nos. Algumas pontas parecem ficar soltas, mas nada que comprometa a leitura. O final é um baita de um plot twist inesperado, já que, com exceção de certas pistas indecifráveis, não haveria modo de adivinhar o que estava por vir (e amei cada segundo disso). 

Já Atrás do Espelho... Foi o que me arrebatou de vez. Já conhecemos o País das Maravilhas, seus personagens e o funcionamento do lugar, então essas sutilezas puderam ser deixadas de lado para finalmente embarcarmos em uma aventura incrível. Todo personagem existe ali por algum motivo. Até mesmo os pais de Alyssa tem uma função de verdade na história, não estando lá só para existir. E, cara, que função!

Estou aguardando ansiosamente a oportunidade de ler o terceiro livro para saber o que aconteceu, pois o final me deixou bem aflita. Ah! E nessa leitura, tive até uma playlist. Ouvi acompanhada, em sua maior parte, de The Weeknd, mas duas músicas se destacam quanto a me lembrar da história: High for This e Wicked Games. Compensa totalmente parar pra ouvir! Assim como tirar um tempinho para ler essa história impressionante. 

"Eu sou louca, e aceito isso. A loucura faz parte do meu legado."

Classificação:  
Sinopse: Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas.
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer.
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real - o superprotetor Jeb -, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...  
Editora: Novo Conceito  
Skoob


PS: A vibe meio "Alice louca" me lembrou de um jogo, Alice Madness Returns. Vale conferir também. Já parei para jogar uma vez, porém sou tão ruim que desisti no meio do caminho. 
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Era uma vez, uma jovem garota em busca de um livro para ler e que, coincidentemente, achou um livro chamado Meu Romeu. Começou a lê-lo sem muitas expectativas, já que não sabia nada sobre a história, mas se surpreendeu e quando viu, foi capturada completamente e só conseguiu parar ao terminá-lo. 

Basicamente esse é o resumo do que aconteceu. Poderia terminar por aí, mas o livro é simplesmente incrível e senti uma necessidade forte de resenhá-lo. Apesar de não fugir de um clichê e, como o próprio nome indica, ser um romance, a história é surpreendentemente envolvente e... É "wow", mesmo assim. 
Quero atuar porque não sei realmente quem eu sou, então sinto alívio em ser outras pessoas.
Essa foi a resposta de Cassie quando foi perguntada o motivo de gostar de atuar, ao passar por um processo de seleção para uma faculdade renomada. Já dá pra ter uma ideia que é um tipo de personagem bastante identificável, por vários motivos. O modo como ela tenta se adaptar a um ambiente, como tenta agradar a todos, faz com que seja uma personagem extremamente simpática, apesar de, inicialmente, parecer irritante.

No entanto, ela não é só isso. Tem um quê especial que a diferencia daquelas personagens songas, sem sal e sem um pingo de personalidade que é bem comum encontrarmos. Apesar da tendência de agradar ser mais forte em alguns momentos, quando o assunto é Ethan, isso parece sumir completamente e ela se torna cheia de opinião. Além disso, a garota é bem direta nas suas vontades, se é que me entendem, e achei bem divertido como ela não faz drama sobre o que quer. 
Às vezes as pessoas constroem muros, não apenas para manter os outros fora, mas para ver quem se importaria o bastante para destruí-los. Entendeu?
Aproveitando que o citei, vamos falar do mocinho... Ethan Holt. Ele é o cara lindo, maravilhoso, perfeito e, como não pode faltar, cheio de complicações e traumas do passado. Apesar dele ter uma personalidade bem complicada — quando digo isso, estou sendo eufêmica — consegue nos conquistar ao pouco, tanto que, ao final, entendemos e queremos envolvê-lo com um abraço bem forte e pegar pra cuidar pra sempre. Claro, os vai-e-vem são irritantes, sim, mas desde o inicio ele avisou e isso meio que não prepara o nosso coração. 

Sobre o relacionamento deles... Apesar de parecer um pouco assim:
Consegue nos convencer, de verdade. Eles se completam e são cheios de intensidade, não só física quanto emocional. Ele a faz a querer mais. Ela o impulsiona a se abrir. É um relacionamento com algumas conturbações e não necessariamente de um casal perfeito, mas ainda assim, parecem feitos um para o outro. 
Pode nos juntar todos numa pilha inútil, hein? Quer mesmo viver num mundo sem cores? Sem música? Sem entretenimento? Você percebe que a raça humana teria implodido se isso tivesse acontecido, né? Cada cultura no mundo tem arte. Todas elas. Sem isso, os humanos seriam um bando de psicóticos primitivos cuja única compulsão seria comer, trepar e matar. Mas arte não tem importância, né?
Além do romance em si, achei incrível como a arte, a atuação, são tratadas. Não sou uma assídua com teatros, nem nada do tipo, mas acho extraordinário. E esse trecho que separei é simplesmente tão... Excepcional. Quase me faltaram palavras para descrever. Posso ser suspeita para falar, mas acho que seria aconteceria justamente o que Ethan disse. Ainda que a ciência traga o desenvolvimento, a arte mantém nossa sanidade (filosofei, nossa). 

O livro é super fluído e varia entre o presente e o passado, o que vai explicando um pouco o relacionamento dos dois. Os outros personagens são bem interessantes, servem aos papeis, mas são realmente o que são: coadjuvantes da peça principal que é Ethan e Cassie. Para terem noção do quanto a leitura me prendeu, mesmo com sono, eu quase não consegui largar o livro e, quando o fiz, foi a contra gosto, porque tinha que acordar cedo algumas horas depois. 

O final foi bem... É, normal. Descobri, antes de terminar, que eram dois livros que contavam a história e, por como terminou, acho que daria muito bem se colocassem em um livro só. No entanto, quem sou eu para reclamar? Estou louca para ler Minha Julieta, onde os papeis, ISSO MESMO, vão se inverter. Agora é só esperar e sofrer ter muito amor no coração enquanto isso. 

Classificação: 

Sinopse: Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo na Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de simples química. 
Editora: Globo Livros   
Skoob  
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Mentirosos - Saraiva
Autor: E. Lockhart 
Editora: Seguinte 
Páginas: 272 
Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.
Com a enorme quantidade de pessoas lendo esse livro, fiquei curiosa e decidi lê-lo, sem noção de nada. E foi bem diferente do que eu esperava, justamente por essa falta de expectativa e pela surpresa em relação a história, o rumo que tomou. Assim, decidi falar o que achei dele, mesmo tendo ficado sem palavras para descrever essa leitura.
Bem-vindo, mais uma vez, à bela família Sinclair.
Acreditamos em exercícios ao ar livre. Acreditamos que o tempo cura.
Acreditamos, embora não digamos de maneira tão explícita, em remédios controlados e drinques antes do jantar.
Não discutimos nossos problemas em restaurantes. Não acreditamos em demonstrações públicas de angústia. Nosso lábio superior é rígido e é possível que as pessoas fiquem curiosas a nosso respeito porque não abrimos o nosso coração.
Uma das coisas que mais me fez chocar com o livro foi a “perfeição” da familia Sinclair e como, aos poucos, ela foi fragmentada com um fundo que levou a muito mais tragédia do que o leitor poderia esperar. A melhor prova disso? A protagonista, que parece tão quebrada como se algo faltasse, e, de certa forma, não entendemos o motivo, aumentando nossa angustia com essa situação.

Quanto a esse desenrolar, somos apresentados as memórias e quando achamos que finalmente compreendemos o enredo, algo novo surge e a quantidade de questionamentos aumenta, até que, aos poucos, os acontecimentos se interligam, explicando-se e solucionando-se.
Johnny é estalo, iniciativa e sarcasmo.
Mirren é açúcar, curiosidade e chuva.
Gat é contemplação e entusiasmo. Ambição e café forte.
Os mentirosos, em si, são personagens que valem pela história toda. Vivem, durante o verão, como se estivessem alheios ao resto do mundo, aproveitando bastante. Cada um com uma personalidade, cada um tendo um elo com Cadence, o que os torna ainda mais próximos do leitor. Adorei como todos os relacionamentos foram bem desenvolvidos e realistas, fazendo com que a situação se tornasse ainda mais verdadeira.

Quanto aos outros personagens, principalmente da família Sinclair, são tão humanos quanto qualquer um, por mais que tentassem mostrar uma figura de perfeição. As consequências do materialismo excessivo e dessa vida “ideal” deixa marca em todos, ainda, de certa forma, tornando-os pessoas melhores. 
Aja como uma pessoa normal, ela disse. Agora mesmo.
Porque você é. Porque você pode ser.
Com uma leitura fluída e bem rápida, deixando-nos angustiados para entender  o acidente e aquele verão misterioso, o final de Mentirosos foi o que mais me deixou sem palavras. Não poderia imaginar. Não estava pronta para aceitar aquela verdade, mas nem Cadence estava, então consegui sentir-me bem no lugar dela.
Deu para ver que gostei do livro, não é? Sim, sou muito mais uma leitura leve e agradável, da onde vou sair mais com risadas do que com o coração pesado, mas acho que valeu a pena e se você gosta desse tipo de história, grandes chances de gostar desse livro também. 
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Obsidiana - Saga Lux - Livro 1 - Saraiva

Autora:Jennifer L. Armentrout 
Editora: Entangled Teen (USA) | Valentina (Brasil, 2015) 
Páginas:292 
Sinopse: Começar de novo é uma porcaria.
Quando nos mudamos para West Virginia antes do último ano de curso, eu tinha me resignado ao sotaque engraçado, ter conexão de internet ruim e me cansar da vida monótona como uma ostra... até que eu vi meu vizinho sexy, alto e com impressionantes olhos verdes. As coisas finalmente pareciam estar melhorando.
E então ele abriu a boca.
Daemon é insuportável e arrogante. Nós não nos damos bem. Nada, nada bem mesmo. Mas quando um estranho me atacou e Daemon congelou o tempo, literalmente, com um movimento de sua mão ... Bem, algo aconteceu ... inesperado.
O sexy alienígena que vive do outro lado da rua.
Sim, você ouviu direito. Alien. Acontece que Daemon e sua irmã têm uma galáxia cheia de inimigos que querem roubar suas habilidades, e o toque de Daemon fez com que eu parecesse um daqueles sinais luminosos em Las Vegas. A única maneira de sair dessa viva é ficar colada a Daemon até que minha "luz" extraterrestre se apague.
Isso se eu não matar a Daemon antes, claro.
~Pode conter spoilers ~ 
Acho que essas férias estão servindo para eu me reencontrar novamente, poder me perder nas leituras como eu fazia há algum tempo e como estou dando sorte na escolha dos livros. Já tinha visto muitas pessoas comentarem sobre a série Lux e depois de ler alguns reviews no Goodreads - que comecei a usar, de verdade, recentemente - fiquei curiosa demais. Assim, peguei-o a noite e não consegui dormir até terminá-lo. E foi uma leitura muito agradável.
— Eu sempre achei que as pessoas mais bonitas, verdadeiramente bonitas por dentro e por fora, são as únicas que silenciosamente desconhecem seu efeito. — Seus olhos procuram os meus atentamente, e por um momento ficamos ali, de igual para igual — Aqueles que vangloriam-se de sua beleza, não valorizam o que tem? Sua beleza está apenas de passagem. É apenas uma concha escondendo nada além de sombras e um vazio.
Quando comecei a ler o livro, como já tinha lido a sinopse, estava esperando algo bem clichê. Afinal, quem nunca leu um livro que a mocinha humana se depara com um ser sobrenatural? Confesso, até, que a vibe me lembrou um pouco Crepúsculo, o que esqueci conforme fui mergulhando na história. Só que fui surpreendida com uma história que tem personagens bem interessantes e suas criaturas sobrenaturais bem inovadoras. 
Parando em uma das mesas vazias, deixei escapar um pequeno suspiro de felicidade. Eu sempre era capaz de me perder na leitura. Os livros eram uma fuga necessária sempre que eu queria parar de pensar.
Um motivo para amar o livro, logo de cara? Katy, a personagem principal. Leitora e blogueira. Estava pedindo para eu amá-la, só pode. Além disso, ela tem muita atitude e não se deixa intimidar momento algum, o que me fez, em muitos momentos, dar pulinhos de orgulho e (cof) soltar uns "arrasou, garota!". Talvez seja porque o livro é narrado por ela, mas foi muito fácil me conectar com ela e com o que ela pensava. 
Depois da cena do macarrão...
Tem também a questão "alienígena", que podemos levar em conta. Não tenha nada contra aliens, contanto que não desejem fazer experimentos com nossos orgãos (ugh). Assim, fui de cabeça bem aberta para como eles seriam tratados nessa história e adorei. Os Luxen são seres de luz, literalmente, sendo que tem capacidade de fazer várias coisas, tais como cura, metamorfosear, ler auras, entre outras. Geralmente eles tem afinidade para ser muito bom em uma (sendo justos, pelo menos). Os Arum, inimigos naturais dos Luxen, são seres de sombra e vieram até a Terra, buscando os Luxe para tirar seus poderes, o que acaba matando-os. Legal, não é? Principalmente se tiver um pouco de criatividade para imaginar os dois (ou assistir muitos shows com aliens, também pode ajudar). 
Então, o idiota tinha um nome. Daemon, parecia adequado. E, claro, sua irmã seria tão atraente quanto ele. Por que não? Bem-vindo a Virginia do Oeste, a terra de modelos perdidos.
Agora, falei o que poderia fazer vocês gostarem de cara. Que tal falar o principal motivo? E deve ser meio óbvio. Daemon. Que personagem masculino dos deuses (do espaço?), sinceramente. Não é só questão do físico perfeito (o que pode ajudar), mas também da personalidade. Claro, ele é um idiota na maior parte do tempo as vezes, mas consegue ser tão sedutor, encantador e apaixonante que não pude fazer nada se não me apaixonar. 

O romance dos dois foi muito bem feito, do meu tipo preferido  - simplesmente  amo casais que tem relacionamento ódio-amor -, principalmente porque foi algo construído e não um amor a primeira vista, como poderia se supor. Faz com que fiquemos ansiosas por mais cenas deles juntos, frustradas com algumas e rindo de outras. Tem coisa melhor? 
— Por que você é tão idiota? — As palavras saíram antes que eu pudesse pensar duas vezes.
— Todo mundo tem que se destacar em alguma coisa, né?
— Bem, você está fazendo um ótimo trabalho. 
image
Tem alguns personagens que vale a pena citar, como Dee, irmã de Daemon, que no começo achei um pouco irritante, mas acabei gostando bastante dela, ao entender melhor sua atitude. Todos os outros Luxen, que são um pouco "revoltados" com Katy, mas no fundo não são tão maus assim. 

Assim, a história toda foi muito bem feita e teve um final bem interessante, deixando-me curiosa para o próximo, o qual só não li porque falei que terminaria primeira temporada de  Grimm primeiro. O livro será lançado aqui no Brasil ano que vem pela Editora Valentina e o que podemos fazer, por agora, é só esperar sair aqui pra fazer uma releitura em português. 
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Autora: Kaoru Ichinose
Sinopse: É o início do ensino médio, e Kako decide "produzir" seu amigo de infância, Kousei, de modo queele pode se tornar um ídolo da escola tendo boa aparência e sendo popular. Ela se indpirou em Lawrence,um personagem de um mangá que ela gosta, mas como transformação Kousei torna-se um enorme sucessoe ele estende seu novo personagem para além do que ela pede, o que Kako vai fazer? Será que ela vai encontrar-se deixada para trás na esteira de sua popularidade recém-encontrada? 
Um mangá que estava incluso na minha meta de férias e que, na falta do que fazer, devorei a história em uma madrugada. Com vários motivos para ter gostado, acho que tive vários surtos fangirls - e quem me tem nas redes sociais, percebeu isso - enquanto lia. 

Bom, sem mais enrolação, começarei falando do porque me prendi tanto na história. Para quem já tem o hábito de ler shoujos, sabe que geralmente tem a história do menino popular que aí, por alguma situação, conhece uma garota aparentemente comum e, a partir disso, tudo muda. Nessa história, não é assim e eu AMEI isso.

Kousei e Kako são amigos de infância, o que dá um plano de fundo muito lindo para a amizade deles. Quando tinha flashbacks de quando eles eram crianças, faltava ter ataque de fofura, porque ambos são tão meigos. Dá pra sentir a amizade deles, o motivo porque fazem tudo que fazem, e isso é o melhor de tudo, nessa história toda. Além disso, os personagens dos dois são muito interessantes, o que já é meio caminho andado. 
Mishounen produce [ Country Bump 1 & 2 c; ]
Se você for esperando romance logo de cara, acho melhor te avisar que não é bem assim. Tem sim, romance, mas senti que a amizade deles, de certa forma, era mais importante e talvez por esse motivo não ficou algo "na cara" logo no começo. Claro, isso não significa que eles não tenham umas cenas que nos façam surtar (porque tem sim, muitas), mas é tudo na base da provocação e nunca temos certeza de nada. 

Outro motivo óbvio para gostar da história: Yagami Kousei. QUE PERSONAGEM MARAVILHOSO. Gostei dele "príncipe", sexy, selvagem (Tarzan feelings) ou como for. Conquistou totalmente e foi o tipo de personagem que não desprezou a mocinha para que ela gostasse dele ou algo assim. Preocupava-se com ela e deixava isso nítido. 
Mishounen Produce  Mishounen Produce
Tem a questão do trabalho dele no showbusiness e acho que mostraram muito bem, apesar de não terem dado 100% de foco. E a suposta rivalidade dele com Tomoe foi uma coisa incrível de se ler, porque depois se mostrou algo com fundamento e não simplesmente "quero te odiar, vamos ser rivais".  Os outros personagens secundários que foram chatinhos também cumpriram bem o papel e com bom sentido. 

Um detalhe que eu não poderia deixar de fora: que arte linda, desse mangá. Sério. Babei, simplesmente. Sou bem exigente quanto a isso, porque se é pra sentir a beleza dos personagens e essas coisas, a arte tem que estar de acordo e, nesse caso, foi isso que aconteceu. 

Li o mangá em inglês por força do hábito, mas tem online aqui e quem procurar, também acha para download. Uma boa história para passar o tempo e ter mais um personagem para se apaixonar, definitivamente. Por isso, totalmente recomendado. 
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Autora: Cassandra Clare 
Editora:Galera Record 
Páginas: 288 
Sinopse: A Clave tem o prazer de anunciar a mais nova edição no mais antigo e famoso manual dos Nephilim: o Shadowhunters’ Codex. Desde o século XIII, o códex vem sendo o mais jovem amigo de todo Caçador de Sombras. Quando você está cercado por demônios, é muito fácil esquecer os pontos mais obscuros da linguagem demoníaca ou a maneira mais rápida de parar um ataque de demônios Raum. Com o códex, entretanto, você nunca vai precisar se preocupar.
Pouco tempo depois de terminar Cidade do Fogo Celestial, já estava pensando como seria ficar sem esses personagens que acompanhei por muito tempo. Eis que o Codex surgiu como uma solução magnifica, já que, além do conteúdo dos monstros, também tinha os comentários de Jace, Simon e Clary. Ganhei o livro de presente de aniversário e logo fui conhecer melhor o mundo das Sombras, criado por Cassandra Clare.
 
Confesso que quanto ao conteúdo, não é um dos mais intrigantes, já que muita coisa aprendemos com os livros de Instrumentos Mortais e outras é um conhecimento que as várias histórias de criaturas sobrenaturais já haviam me ensinado, só que como era o ponto de vista especifico da Clave e dos Caçadores de Sombras, dá para acompanhar e descobrir mais detalhes sobre tudo isso. 
Claro que o que mais adorei no livro todo foram os comentários e notas deixados pelos personagens que tanto amo. Conforme você ia acostumando de quem era a letra, ficava ainda mais fácil acompanhar e entrar de cabeça naquilo. 
Mesmo Simon não sendo particularmente o meu favorito, confesso que ele foi extremamente engraçado nos comentários que fazia. 
Além dos finais dos capítulos que sempre tinha uma dose boa dos personagens, o começo do seguinte sempre tinha um desenho magnifico de "capa". Ilustrações foram, certamente, outro ponto forte desse livro. 
E as notas e ilustrações poderiam ser encontrados em muitos cantos.
Assim, serviu ao proposito de matar a saudade. O Codex é aquele tipo de livro que realmente precisa ter em mãos, tanto porque ele é lindo, com uma capa incrível e até a contracapa arrasando, mas porque faz você se sentir como se estivesse realmente incluído no mundo dos Caçadores das Sombras, o que é incrível. 
Sei que geralmente escrevo mais e não sou de tirar fotos dos livros, mas precisava mostrar como o livro é maravilhoso para que entendessem o meu motivo pelo qual o desejei. Acho que fiz um bom trabalho, para uma primeira vez, não é? 
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Autor: Marissa Meyer 
Editora: Rocco 
Páginas: 480 
Sinopse: Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.
~ Pode conter alguns spoilers ~  
Li Cinder, o primeiro livro de Crônicas Lunares, há um bom tempo e ainda assim lembrava que quando comecei, não consegui parar e me encantei bastante pelo livro. Scarlet não foi diferente. Eu não estava nem com a intenção de lê-lo por completo, só lia enquanto deixava o episódio de Grimm carregando. Só que chegou uma hora que acabei não conseguindo parar e ver a série, e eis que aqui estou.

No começo, confesso, fiquei um pouco confusa, porque não estava acostumada com aqueles personagens e ambientes. Só que logo que tudo foi contextualizado, me encantei com tudo que era novo e gostei ainda mais do que era velho (Kai e Cinder, por exemplo). Nesse livro, há um plot diferente que se interliga aquele antigo, envolvendo Cinder, lunares e algumas conspirações.

De cara, somos introduzidos a Scarlet, uma garota com personalidade bem forte (digo, quem começa a história já jogando tomares nas portas alheias) que está preocupada com o sumiço da avó, que todos dizem ter sido uma fuga, enquanto ela tem certeza que foi um sequestro. No entanto, a vida continua e ela prossegue com seu trabalho da fazenda, e em uma das entregas para uma taverna, conhece Lobo. Lobo que tem todo um ar de misterioso, que por grande parte do livro, nos deixa indecisa quanto a gostar/confiar ou não... E mesmo que você saiba a resposta, talvez não adiante muito.
Um sorriso aliviado se abriu no rosto de Thorne.
– Estamos tendo outro momento, não é?
– Se por momento você quer dizer que eu não tenho vontade de estrangular você pela primeira vez desde que nos conhecemos, então acho que sim.
Há uma alternância da narração dos fatos, sendo que uma hora foca em Scarlet, outra volta para Cinder e as vezes tem umas outras visões diferentes, tudo isso visando nos deixar bem contextualizados (e ajuda bastante). Nas aparições de Cinder, ela está acompanhada do carismático (boatos que melhora ainda mais em Cress) Thorne, e apesar dos dois quase sempre estarem se implicando, acabou formando uma amizade interessante, com toda a aventura que tiveram de passar juntos. 

Claro, outras aparições que temos são de Kai, que mostra muito do que está ocorrendo quanto a Rainha Levana e todo o Império, as decisões difíceis que estão sendo de ser tomada e mesmo o caos de algumas situações. Também dá para manter nosso shipp intacto e feliz, mesmo com o que o final nos reservou.
“– Eu sabia que me matariam quando descobrissem, mas... – Ele lutou para encontrar palavras e respirou fundo. – Acho que percebi que preferia morrer por tê-los traído a viver porque traí você.”
Assim, digo que a leitura foi bem fluída e a autora conseguiu trabalhar todos os aspectos que precisavam ser trabalhados na história. O romance se desenvolveu suavemente, nos deixando na expectativa e totalmente compensando isso, depois. As cenas de ação nos fazendo roer as unhas, esperando o próximo movimento.
“– Lobo, você está me pedindo para ser... sua fêmea alfa?
(...)
– Fêmea alfa – ele murmurou. – Acho que gosto disso.
Com um sorriso largo, Scarlet deu de ombros de leve.
– Posso acabar gostando também.”
Esse foi meu trecho favorito da história. SÉRIO. Comecei a rir feito uma louca porque foi estranhamente adorável. O que resume bem o casal principal desse livro. Não é aquele casal que você olharia de primeira e falaria "são eles", mas dão super certo.

Gostei bastante do livro e teve um final bem interessante, mesmo com os acontecimentos tristes. Estou super ansiosa para ler Cress (torturei-me, lendo os reviews no Goodreads), que além de ter uma Rapuzel geek e Thorne arrasador, tem uma capa linda que espero que mantenham quando lançarem aqui. Só aguardar agora, não é pessoal?

Para finalizar com qualidade, compartilhar com vocês uma fanart que mostra muito bem como imaginei os personagens (menos Thorne, que imaginei moreno, mas relevemos).
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Autor: Graeme Sinsion  
Editora: Record  
Páginas: 320  
Sinopse: Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica. Exceto as mulheres. Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva. Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, e mulheres que se atrasam por mais de cinco minutos ou que usam muita maquiagem estão fora dos critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal. O único problema é que um questionário desse tipo exige tempo e dedicação, duas coisas que começaram a diminuir exponencialmente no cotidiano de Don desde que ele conheceu Rosie: fumante, vegetariana e incapaz de chegar na hora marcada. Ou esse era o único problema até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.

Um ano atrás, vagando na Submarino, vi esse livro. Achei a capa bonitinha. Senti uma vontade de ler. O caso é que nem fui procurar saber sobre a obra. Não li sinopse, resenhas, na-di-nha. Decidi me jogar na leitura de cabeça mesmo. Baixei o PDF e li numa tarde só. No mesmo dia escrevi uma resenha do tipo "fangirl"sobre ele, e acabou que comprei o livro por tê-lo amado e o adicionei à minha estante. Ficou ali.  Mas esses dias fui limpar meus livros, o bendito dia da faxina, e acabei fixando minha atenção nele. Peguei-o na mão, folheei, cheirei e quando dei por mim, lá estava eu relendo o livro! 

Sabe aquele momento que você deseja ler algo engraçado para passar a tarde rindo, e que essa coisa que deseja ler seja inteligente também, além de romântico e encantador que até perde a noção do tempo? O Projeto Rosie é um livro do tipo.

Bom, como deu para notar pela sinopse, temos como protagonista o Don, que também narra toda a história. Don Tillman tem 39 anos e é um professor universitário de genética. É um homem de lógica e ciência extremamente inteligente no que faz e ensina, e é excêntrico em sua forma de viver, além de apresentar uma gigantesca dificuldade de se relacionar socialmente com as pessoas. Lembra muito um Sheldon Cooper da vida. 

Fora o fato de que ele não consegue entender as emoções e muito menos expressá-las. Sentimentos como amor, compaixão, tristeza, angústia, são totalmente desconhecidos pelo professor. Vive tudo rigidamente, sem querer arriscar sua rotina com hábitos muito bem definidos e repetitivos. Para ele, o mundo a sua volta pode ser explicado e conhecido com uma profunda e científica pesquisa. Isto até que ele decide ter uma companheira; uma esposa.

E aí se inicia a grande aventura de sua vida: a busca pela esposa perfeita, ao seu nível, com todos os quesitos que ele procura não sendo, JAMAIS, fumante, mulheres que se atrasam e que usam muita maquiagem, e é claro, que seja inteligente. E tudo isso através de  um questionário que o levará à escolha final.
Creio que encontrei uma solução para o Problema Esposa. Tal como acontece com tantas grandes descobertas científicas, a resposta parece óbvia quando analisada em retrospecto. Mas, se não fosse por uma série de eventos não programados, muito provavelmente eu não a teria descoberto.

Vamos parar para um momento de reflexão: A busca pela esposa perfeita? Perfeita. Perfeição. Esposa. Nível. Que não se atrase. Que não use muita maquiagem. E através de um questionário. Cadê o amor nisso tudo? O mais importante! Ok. Don é doido, vamos admitir.

Você pode até me perguntar: "Nossa, ele não fez isso!" . 
Sim, ele fez.

E é isso que deixa o livro muito mais engraçado. É o fato de Don ir em busca de uma parceira e acabar se deparando com uma garota totalmente fora de seus padrões e descobrir que não regras no amor.
Amar é ter um sentimento profundo por outra pessoa, um sentimento que muitas vezes desafia a lógica.
Rosie é fumante, vegetariana, atrasada nos seus compromissos, totalmente emotiva e problemática. Ela não é, de cara, candidata ao posto de parceira de Don, mas cria um vínculo com ele. E aí se inicia o romance. Nisso, estamos nós, os leitores, tentando imaginar Don, o cara todo regrado e perfeccionista com uma garota do tipo de Rosie ao seu lado.  
E o duro é que dá! Começa a ver o filminho mental a todo momento. 
Eu convidei você para vir aqui esta noite porque, quando percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível
Um ponto positivo no livro e que tenho que deixar em evidência é o fato da narração. Você pode se perguntar: "Nossa, um personagem masculino meio que excêntrico narrando a história? Isso não é chato?" 


Não, não é. A maneira que Don narra é divertida, pois ele é tão excêntrico, tão excêntrico, que é impossível não rir no livro. Garanto que você não achará ou detestará a narração. Além disso, temos o vocabulário. Eu confesso que simplesmente pirei, já que o que mais me chama a atenção no livro é o vocabulário dinâmico. Então só tenho elogios ao autor nessa parte. Confesso mais uma vez que me senti culta lendo O Projeto, hihi. 

Uma curiosidade: o livro foi feito como roteiro para filme. Até ano passado havia boatos da produção cinematográfica do filme, mas não encontrei nada referente. Eu agradeceria se tivesse o filme, mas, contudo, entretanto, não há mais nenhuma notícia. #Choremos. 

Por fim, vou deixar a vocês o vídeo que a editora lançou para divulgar o livro. 

E aí, se interessou nele? Acha que vale a pena ler? E você que já leu, gostou do Projeto Rosie? Espero que sim! 
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E aqui venho eu, fazer uma das despedidas que mais adiei esse ano, por saber que não seria algo muito fácil assim. No entanto, antes de falar do ultimo livro da série Instrumentos Mortais em si, falarei toda essa história para que, quem nunca nem tocou em um livro de TMI, possa pelo menos ter uma base. Claro, provavelmente todo sentimentalismo será derramado neste post, mas o que posso fazer? É uma despedida, afinal.

Considero que Instrumentos Mortais, com seus seis livros, foi dividido em duas fases. A primeira delas com Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro, tinha como vilão principal Valentim e posso dizer que o cara soube fazer bem seu papel. Além disso, como Clary estava começando a ser inserida ao Mundo das Sombras, o mesmo acontece conosco, em que vamos aprendendo e descobrindo como tudo acontece nesse mundo que nenhum mundano imaginaria existir (ou, se imaginasse, não acreditaria nele). 

Lembro quando Cidade dos Ossos lançou aqui, em 2010. Eu já tinha lido o livro por e-book e estava aguardando ansiosamente para poder comprá-lo e assim o fiz. Só que depois, fui ao meu primeiro evento literário (que era do livro) e ganhei-o em um sorteio. Haja sorte, hein? E era a edição que ainda tinha os brilhos da capa. Lembro também que foi mais ou menos naquela época que confirmaram o filme, assim como Lily Collins foi confirmada como Clary e aí começou a longa espera, sendo que o mesmo lançou ano passado, mas não fez tanto sucesso assim (infelizmente).
O menino nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído.
Cidade dos Ossos é onde somos apresentados a todo aquele mundo, a Jace Wayland e aos Caçadores das Sombras. Fiquei muito encantada com Jace, tanto que eu escrevi uma fanfic com umas colegas e ele era meu par romântico (de tantos personagens, justo ele). Também conhecemos Clary, Magnus (S2), Alec, Isabelle, Simon e, enfim, uma boa parte do pessoal que é o foco dessa parte. Tudo é bem introduzido e o final do livro nos deixa completamente  "Não pode ser!Como eu... Não!".

Veio então Cidade das Cinzas, onde temos mais conflitos, conhecemos ainda melhor nosso "querido" vilão Valentine e as coisas vão se desenrolando, enquanto entendemos e adoramos ainda mais os personagens já vistos anteriormente. Claro, depois da revelação bombástica do final de Cidade dos Ossos, fica um clima meio tenso, mas isso não nos impede de torcer loucamente para concretização. 
 “(…) Era como se houvesse uma bolha de dor ou arrependimento que morava dentro do coração dele, e quando ele queria dizer alguma coisa, qualquer coisa, que parecesse significativa ou verdadeira, a bolha se erguia e sufocava as palavras.”
E, enfim, Cidade de Vidro, o último livro dessa fase. Talvez porque eu acreditasse que aquele seria o último quando li tenha sido tão maravilhoso quando foi. Só sei que foi incrível como tudo se juntou, como as coisas tiveram seu desfecho, como até novos personagens que surgiram foram impactantes e como certas mortes aconteceram, fazendo com que eu chorasse. Sei que foi uma bela conclusão e que tudo estaria bem (menos a saudade enorme dos personagens) se terminasse ali. 
“Tudo o que ele queria era não ter medo, e então ele estava com medo o tempo todo.”
Só que não foi bem que aconteceu. Começou a segunda fase, que tem como vilão Sebastian (evitando dar spoilers, mas é difícil). Além disso, muitos outros novos personagens são introduzidos ou melhor apresentados, ganhando seu espaço. Na verdade, eu acho que a luz sai, comparado aos três primeiros livros, bastante de Jace e Clary e começa a mostrar a história daqueles ao redor deles, o que deu um toque bem especial. E, do outro lado, mesmo tendo gostado bastante de Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas, ainda não tinha sentido muito aquele click, aquela conexão, mesmo que cada vez que os pegasse para ler, não conseguisse parar até terminá-los. 

Clary já está mais madura, os relacionamentos se resolveram, já temos um conhecimento melhor dos Caçadores das Sombras e assim, quando tudo parece ir bem tranquilamente, tudo de esperado e inesperado começa. E é em Cidade do Fogo Celestial que outro desfecho impressionante acontece.

Autora: Cassandra Clare 
Editora: Galera Record 
Páginas:532 
Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.
Como enrolei muito tempo para ler o livro, estava com o coração na mão quando o comecei. Li até a metade, tive que fazer outras coisas e, só alguns dias depois, consegui terminá-lo. No entanto, em nenhum momento perdi a ligação com a história e acredito que a mantive em mente todos os dias que não pude lê-la.

Uma coisa que eu fiquei me perguntando é se Cassandra sempre escreveu tão bem assim. Talvez seja porque fazia um tempo que não lia um livro dela, mas senti um ar tão leve, ao mesmo tempo tão pesado, uma diversão atrás de um monte de sofrimento dos personagens. Senti que eles eram jovens, tão bem quanto senti que eles amadureceram muito desde o começo. E acho que isso foi uma das coisas mais maravilhosas senti enquanto o lia.
— A questão não é essa — disse Simon. — A questão é que quando você joga Dungeons and Dragons e sua equipe encontra um monte de tesouro, ou uma pedra grande e luminosa, ou um esqueleto dourado mágico, você nunca deve pegar. Sempre é uma armadilha. — Ele descruzou os braços e gesticulou enlouquecidamente. — Isto é uma armadilha.
Além disso, todas as histórias que aconteciam paralelamente a trama central do livro foram bem interessantes. Conhecemos Emma Carstairs e Julian Blackthorn, que estarão em Dark Artifices. Também temos um contato com Zachariah e Tessa, personagens que estiveram em As Peças Infernais, e confesso que fiquei super feliz com isso, porque essa trilogia foi ainda mais amada por mim do que Instrumentos Mortais (recomendado, então).
— Herondales. — A voz de Zachariah era um sussurro, metade risada metade dor. — Eu quase tinha esquecido. Nenhuma outra família faz tantas coisas por amor ou sente tanta culpa. Não carregue o fardo do mundo, Jace. É pesado demais até para um Herondale suportar.
E o romance? Como posso dizer isso... Todos os casais que foram feitos, a maneira como ficaram juntos, simplesmente me arrebatou. Sério. Gostei de cada um deles, com suas peculiaridades. Posso dizer que foi ainda mais interessante ver o relacionamento de Isabelle e Simon crescer, tendo em mente como eram no primeiro livro. E o que dizer de Magnus e Alec? Do primeiro ao último instante, arrasando com nossos corações.

Claro, de todos esses romances, o principal deles ainda continua sendo Jace e Clary. E confesso, me apaixonei pela forma como eles se amam. Como se um fosse a coisa mais linda do mundo do outro. Como se fossem seus próprios milagres. E, assim como todos os outros, como evoluíram com esse amor. 
Ela sabia que os Caçadores de Sombras de Alicante lutariam até o último homem: com determinação, coragem, obstinação, vingança e glória.
Com esperança.
Eu não acredito que acabou...  Só... Acabou.
A maneira como ela guiou o final foi maravilhosa. Nunca iria imaginar. Claro, impossível não derramar algumas lágrimas, mas foi tudo tão bem concluído. E no final, até mesmo me senti mal por Sebastian, porque se as coisas fossem diferente, quem sabe... O que importante é que Cassandra fechou a série com chave de ouro. Não com um final feliz ideal, mas com um final que nos deixa com o coração mais leve, pelo menos até a saudade apertar, e nos prepara para o que irá ocorrer na nova série que ela irá escrever.

Além dos livros que citei aqui, Cassandra escreveu, também do Mundo das Sombras, as Crônicas de Magnus Bane, que recomendo, principalmente porque esse feiticeiro tem um charme incrível e nos mostra um novo lado de tudo isso. E claro, tem o Códex dos Caçadores das Sombras, o qual ainda não li, mas pelas resenhas e fotos, estou ansiando para ter e poder ler os comentários dos nossos personagens queridos. 

Já leram os livros? Gostaram? Ainda não e ficaram curiosos? Não deixem de falar o que acharam nos comentários!

E para finalizar bem, para quem ficou na duvida e quer ter uma ideia bem básica, vai aí o trailer do filme. Claro, vejam tendo em mente que o filme nunca é 100% fiel ao livro, mas você pode imaginar o suficiente disso. 
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Autora: Karen Harrington 
Páginas: 256 
Editora: Intrínseca 
Sinopse:Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu. Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.

Eu estava em um daqueles momentos de querer ler, mas não saber o quê, só que quando vi esse livro, acabei escolhendo-o. Não li nenhuma resenha dele, nem mesmo a sinopse, fui sem saber sobre o que seria a história, mas não me arrependi. Assim que o terminei, senti uma enorme necessidade de comentar sobre o livro com alguém e, dessa forma, decidi resenhá-lo aqui hoje.

Uma das coisas que achei mais impressionante no livro foi a personagem principal. Talvez por eu ser mais nova (sou apenas 3 anos mais velha que Sarah), consegui entendê-la ainda mais do que uma pessoa que já está, por exemplo, nos seus 20 anos entenderia. Ainda assim, seus pensamentos, de certa forma, são comuns a todas as pessoas, o que torna possível pessoas de todas as idades e tipos de pensamento se identificar nela. 
Nem todo mundo reage às palavras da mesma maneira. Algumas são palavras-problema. Uma palavra-problema muda a expressão da pessoa que a escuta. Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também.
Além disso, achei bem atrativo esse interesse dela pelas palavras. Mesmo que sejam palavras que já conheço, as situações em que eram usadas, faziam com que elas tomassem um significado maior, sabe? Uma importância maior. Sei que, na vida da Sarah, tem algumas situações que dificilmente irão acontecer conosco, mas ela é tão identificável. Os pensamentos, as atitudes (por mais infantis que pareçam em alguns momentos, é compreensível) e tudo mais.
É isso o que eu sou. Uma cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros engaiolados que querem fugir, mas têm medo de voar.
Não sei se é algo bom, ou algo ruim, mas o modo como Sarah vivia me deu um pouco de angústia. Ela, como uma criança, ter que lidar com tantas coisas assim. Lembrei até de Ender's Game, com Ender tendo que suportar coisas muito (mas MUITO mesmo, no caso dele) além de sua idade. A intensidade das coisas que eles tem que suportar é diferente, assim como os personagens, mas sei lá, não parece algo demais? Não consigo nem me imaginar vivendo e passando pelas coisas que ela, Sarah, passou.

Nunca ouvi falar nada sobre "O Sol é para todos", mas a personagem falava tanto do livro que até fiquei curiosa. Ela escrever tanto no diário, quanto as cartas para o Atticus, fez com que eu gostasse bastante dela, afinal, essa afinidade as palavras (como já falei anteriormente) é algo encantador e ela dar um significado mais profundo a elas tornou-a diferente de outros personagens do tipo. 

Quanto aos outros personagens, posso dizer que apesar de não me apegar a nenhum especificamente, achei-os interessantes. Todos tinham uma história por trás de suas atitudes, uma humanidade que eu sempre aprecio quando vou ler um livro. A relação de Sarah com eles também foi bem trabalhada, tanto dela com o pai (que foi incrivelmente real), quanto dela com Finn, o belo e inteligente vizinho, ou com Charlotte, um tipo de garota que poderíamos até encontrar dando uma volta por aí. 
Uma coisa que me lembro com certeza é: ela disse que, se eu amar alguém quando mais estiver precisando me sentir amada, bem, aí vai chover tanto amor em mim que eu vou poder mergulhar.
Esse é o primeiro livro para jovens da autora e certamente aguardarei por outros dela. Foi uma leitura ágil (li em um dia), prazerosa e sem nenhuma dificuldade de acompanhamento, pois tudo era bem explicado. Apenas não leia achando que vai ser o livro da sua vida, recomendo-o mais para passar o tempo, mesmo que ele nos faça pensar sobre bastante coisas.

Alguém aí já leu o livro? O que achou? Se não, tem vontade? Não deixem de dizer suas opiniões nos comentários. 
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Sobre a Autora

Estudante de Direito, 20 anos, Mineira.
Leitora desde que se entende por gente, adora fantasia e romance, mas não deixa de lado o suspense e terror. Além disso, assídua por filmes novos e, pra falar a verdade, gosta e vê todo tipo de mídia, de anime, mangá, dorama até gameplay de jogos que ela claramente não vai jogar bem.

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